{"id":3204,"date":"2018-07-04T03:00:14","date_gmt":"2018-07-04T02:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.glup.pt\/?p=3204"},"modified":"2018-07-04T03:00:14","modified_gmt":"2018-07-04T02:00:14","slug":"hino-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/?p=3204","title":{"rendered":"Hino Nacional"},"content":{"rendered":"<p><strong>Her\u00f3is do mar<\/strong><br \/>\nO que s\u00e3o herdeiros da cavalaria dos mares, os Descobridores que trouxeram mundos ao Mundo. Os que s\u00e3o her\u00f3is por irem al\u00e9m dos seus medos ao servi\u00e7o de algo maior que eles e os que cavalgam sobre as \u00e1guas das paix\u00f5es emocionais, utilizando-as e aprimorando-as para navegarem pela vida sem se deixarem submergir por elas<br \/>\n<strong>Nobre povo<\/strong><br \/>\nOs que s\u00e3o irm\u00e3os, reconhecendo-se como lusitanos ou \u201cpovo da luz\u201d (do celta, \u201c a tribo de Lug\u201d, o deus celta da Luz). Noutro sentido, os que partilham a nobreza de se saberem e reconhecerem como filhos do divino, povo do reino do esp\u00edrito, enobrecido em valores de amor, verdade, justi\u00e7a. Neste sentido, o povo da humanidade espiritualizada \u00e9 transversal a ra\u00e7as, credos, tempos e lugares<br \/>\n<strong>Na\u00e7\u00e3o valente<\/strong><br \/>\nUma na\u00e7\u00e3o \u00e9, geralmente, um povo est\u00e1vel, associado a uma l\u00edngua, tempo e lugar igualmente est\u00e1vel. \u00c9 assim para o povo portugu\u00eas. Noutro sentido, por\u00e9m, h\u00e1 uma na\u00e7\u00e3o humana que habita a terra da Alma e partilha a linguagem dos p\u00e1ssaros, que \u00e9 a linguagem da intui\u00e7\u00e3o pura desse lugar que \u00e9 tamb\u00e9m um estado de consci\u00eancia onde todos ganhamos asas de sabedoria e os cora\u00e7\u00f5es comunicam com os cora\u00e7\u00f5es<br \/>\n<strong>Imortal<\/strong><br \/>\nA imortalidade pode ser a dos que \u201cpor obras valerosas se v\u00e3o da lei da morte libertando\u201d, como disse Cam\u00f5es. Contudo as obras valerosas, mais do que feitos que ficam na mem\u00f3ria dos homens para a posteridade, podem ser as da constru\u00e7\u00e3o do grande Templo humano e desta Humanidade que um dia perceber\u00e1 que \u00e9 parte de um Cosmos vivo. A imortalidade desta na\u00e7\u00e3o \u00e9 igualmente a caracter\u00edstica daquele dom\u00ednio em que todos fazem parte consciente da Alma global, que vive para sempre&#8230;<br \/>\n<strong>Levantai hoje de novo<\/strong><br \/>\nErguer, construir, aqui e agora no presente (\u201choje\u201d) e de forma criativa (\u201cde novo\u201d) algo que vale a pena. O que vale a pena?<br \/>\n<strong>O esplendor de Portugal<\/strong><br \/>\n\u201cEsplendor\u201d remete-nos para expans\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o de luz. Isto pode trazer-nos a ideia de reafirmar o valor do nosso pa\u00eds, Portugal, na comunidade internacional. No entanto pode igualmente remeter-nos para a ideia de que devemos fazer resplandecer Portus Graal &#8211; uma das interpreta\u00e7\u00f5es para o nome do nosso pa\u00eds. E o que \u00e9 resplandecer o Porto do Graal? O Graal veicula o princ\u00edpio cr\u00edstico &#8211; o sangue ou a energia de Cristo, na tradi\u00e7\u00e3o. Neste sentido, o esplendor de Portugal \u00e9 a luz do princ\u00edpio cr\u00edstico, de que a nossa p\u00e1tria foi, ali\u00e1s, guardi\u00e3 quando os Cavaleiros Templ\u00e1rios, guardi\u00f5es do Templo f\u00edsico de Jerusal\u00e9m mas tamb\u00e9m do templo neles mesmos, se tornaram cavaleiros da Ordem de Cristo.<br \/>\n<strong>Entre as brumas da mem\u00f3ria<\/strong><br \/>\nAs brumas da mem\u00f3ria s\u00e3o os ecos perdidos do conhecimento superior de que, como fez notar Plat\u00e3o, todos temos reminisc\u00eancias. Fazem-nos pressentir dias melhores, mundos celestes de maior grandeza e perfei\u00e7\u00e3o. Acordam em n\u00f3s, por entre o mundo nebuloso da nossa mente transviada em florestas de desejos pequeninos e \u00e1guas emocionais brumosas, mem\u00f3rias dos feitos dos que foram mais al\u00e9m.<br \/>\n<strong>\u00d3 P\u00e1tria, sente-se a voz dos teus egr\u00e9gios av\u00f3s<\/strong><br \/>\nOs nossos egr\u00e9gios av\u00f3s s\u00e3o os antepassados que evidenciaram a Humanidade no seu melhor. Habitam na P\u00e1tria maior onde partilham o fogo do Esp\u00edrito e o vento da inspira\u00e7\u00e3o, a P\u00e1tria celeste ou a Si\u00e3o de que falava Cam\u00f5es. A sua voz \u00e9 o som da cristalina voz interior silenciosa, a vibra\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia ligada ao Alto e que nos inspira a ir al\u00e9m, pressentindo o Futuro de que temos saudades, o reino arquet\u00edpico onde imperam o Amor e a Harmonia.<br \/>\n<strong>Que h\u00e1-de levar-te \u00e0 vit\u00f3ria<\/strong><br \/>\nA vit\u00f3ria, mais do que o triunfo mundano pelas armas f\u00edsicas, significa a auto-supera\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de valores superiores, que nos transcendem e merecem o nosso sacrif\u00edcio (de sacri + facere, \u201ctornar sagrado\u201d). A nossa vit\u00f3ria sobre as nossas limita\u00e7\u00f5es egoc\u00eantricas representa a vit\u00f3ria de toda a Humanidade.<br \/>\n<strong>\u00c0s armas, \u00e0s armas<\/strong><br \/>\nAs nossas melhores armas s\u00e3o os nosso maiores talentos, aqueles que podemos e devemos mobilizar e utilizar voluntariosamente no Servi\u00e7o do GADU e da Humanidade que Ele tem acarinhado. Recorrer a elas \u00e9 o dever de todos os que lutam pela Civiliza\u00e7\u00e3o caracterizada pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade.<br \/>\n<strong>Sobre a terra, sobre o mar<\/strong><br \/>\nAqueles que dominam a sua densa natureza corp\u00f3rea humana &#8211; a terra &#8211; e a sua natureza aquosa emocional &#8211; o mar &#8211; apoiam-se nas energias delas, devidamente disciplinadas, para as utilizarem no servi\u00e7o divino. Mais do que tudo, tornam-se realmente \u201cher\u00f3is do mar\u201d pois avan\u00e7am sobre ele &#8211; acima das paix\u00f5es humanas.<br \/>\n<strong>\u00c0s armas, \u00e0s armas<\/strong><br \/>\nUma segunda mobiliza\u00e7\u00e3o das armas pode representar agora a mobiliza\u00e7\u00e3o dos nossos talentos superiores, os da Alma em n\u00f3s, que implicam o desenvolvimento da intui\u00e7\u00e3o, da vontade e do discernimento espirituais, da capacidade de manejar de modo m\u00e1gico e criativo as energias da mente pacificada. Nesse momento, o ser humano aperfei\u00e7oado pode dedicar o uso das suas mais elevadas capacidades e qualidade. Ao servi\u00e7o do qu\u00ea?<br \/>\n<strong>Pela P\u00e1tria lutar<\/strong><br \/>\nLutar por qual P\u00e1tria? Acima ainda da P\u00e1tria humana, a P\u00e1tria divina onde habitam os nossos \u201cegr\u00e9gios av\u00f3s\u201d. Ela merece o nosso melhor esfor\u00e7o (a luta) e o uso das nossas melhores armas, que s\u00e3o os talentos criativos como a vontade indom\u00e1vel que se alinha com o prop\u00f3sito divino ou a mente focalizada, e as qualidades cultivadas como o amor maior e sem limites (\u00c0gape) ou o sentido da beleza e da harmonia que nos ajudam a pressentir o divino e, pressentindo-o, a servi-lo.<br \/>\nDisse, VM<br \/>\nVR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Her\u00f3is do mar O que s\u00e3o herdeiros da cavalaria dos mares, os Descobridores que trouxeram mundos ao Mundo. 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