{"id":2623,"date":"2017-11-02T09:06:14","date_gmt":"2017-11-02T09:06:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.glup.pt\/?p=2623"},"modified":"2017-11-02T09:06:14","modified_gmt":"2017-11-02T09:06:14","slug":"a-importancia-da-g-l-u-p-como-matriz-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/?p=2623","title":{"rendered":"A IMPORT\u00c2NCIA DA G.L.U.P (COMO MATRIZ NACIONAL)"},"content":{"rendered":"<p>Se olharmos para Portugal como uma entidade que existe &#8211; e ningu\u00e9m poder\u00e1 afirmar que Portugal n\u00e3o existe &#8211; ent\u00e3o, poderemos aceitar, como o fez Fernando Pessoa, que \u00e9 poss\u00edvel fazer-lhe um hor\u00f3scopo, um mapa astrol\u00f3gico, determinar-lhe a figura circular que define a rela\u00e7\u00e3o exacta do c\u00e9u com a terra no ponto do tempo em que nasceu. E \u00e9 neste sentido, enquanto ser do tempo, que o vemos conformar-se ao movimento dos astros, desenvolver-se e envolver-se por ciclos.<br \/>\nDebrucemo-nos agora em Pessoa e no que escreveu no seu livro Mensagem:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Cumpriu-se o mar e o Imp\u00e9rio se desfez.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Senhor, falta cumprir-se Portugal!<\/em><\/p>\n<p>Num primeiro olhar, e se tivermos em conta que este livro foi editado em 1934, n\u00e3o deixa de surpreender que este \u2018Imp\u00e9rio que se desfez\u2019 n\u00e3o \u00e9 ainda a constata\u00e7\u00e3o do que iria acontecer em Abril, quarenta anos depois.<br \/>\nPara percebermos melhor o que encerram estas frases, vamos socorrer-nos de uma carta dos anos trinta, resgatada da famosa \u2018arca pessoana\u2019 em 1988 pelo investigador Pedro Teixeira da Mota, ano em que foi tornada p\u00fablica.<br \/>\nO teor desta carta \u00e9 dirigido ao conde e fil\u00f3sofo alem\u00e3o Hermann von Keyserling, com o intuito de lhe dar a conhecer correctamente quem s\u00e3o os portugueses, em resposta ao que ele disse sobre n\u00f3s. Para percebermos melhor o que se passou, vamos tentar conhecer melhor este personagem.<br \/>\nSabemos que veio ao nosso pa\u00eds para um ciclo de confer\u00eancias a convite da denominada Junta de Educa\u00e7\u00e3o Nacional, acedendo a uma vontade do pr\u00f3prio palestrante, pois queria muito conhecer-nos.<br \/>\nApresentou-se pela primeira vez a 16 de Abril de 1930, na Sociedade de Geografia, dissertando sobre \u201cA Alma de uma Na\u00e7\u00e3o\u201d, o tema que quis partilhar com grande parte da intelectualidade portuguesa.<br \/>\nFalou-se na \u2018Escola de Sabedoria\u2019, por ele fundada em 1919 em Darmstadt, na Alemanha, como sendo \u201ca primeira escola onde se ministra um ensino sem conte\u00fado, e onde ningu\u00e9m a demanda para aprender: sob a influ\u00eancia da personalidade desperta-se e intensifica-se o pensamento e, acima de tudo, forma-se uma orienta\u00e7\u00e3o espiritual sem c\u00e2nones\u201d.<br \/>\nPode ler-se no relato do Di\u00e1rio de Not\u00edcias sobre esta confer\u00eancia, que \u00abnas poucas horas da sua presen\u00e7a em Portugal sentia-se j\u00e1 mais portugu\u00eas do que supunha.\u201d<br \/>\nExultaram-se, inclusive, atributos que nos seriam comuns, pois lemos ainda que \u201cAssim como ele, orador, viajava, para se ampliar em mat\u00e9ria de conhecimentos, assim os portugueses foram para as descobertas, n\u00e3o por motivos de ordem material, mas sim para dilatarem a sua espiritualidade, deduzindo por isso que o portugu\u00eas \u00e9 um verdadeiro criador de almas\u00bb.<br \/>\nTodavia, este artigo aparece antes de ele ter proferido as tais considera\u00e7\u00f5es pouco abonat\u00f3rias sobre aquilo que ele achava que \u00e9ramos enquanto povo, ao rotular-nos como \u2018mesquinhos, invejosos e explosivos\u2019<br \/>\n\u00c9 ent\u00e3o que aparece Pessoa a escrever ao alem\u00e3o &#8211; embora se pense que a dita carta possa nunca ter sido publicada ou mesmo que dela ele tenha tido conhecimento &#8211; questionando estas afirma\u00e7\u00f5es e respondendo como s\u00f3 ele sabia fazer:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>\u201cQue Portugal pensa ter podido ver? H\u00e1 tr\u00eas e tudo est\u00e1 l\u00e1 (&#8230;). Da terceira alma portuguesa feita de inteligentes e de entendedores, nada h\u00e1 a compreender. <\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Quanto \u00e0 primeira alma portuguesa, se a vossa intui\u00e7\u00e3o \u00e9 subtil, t\u00ea-la-eis adivinhado. Talvez a tenhais mesmo deduzido da paisagem e da luz, mais at\u00e9 do que aprendido nas pr\u00f3prias almas. <\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Nisto tudo, viu bem, mas n\u00e3o tereis visto que o vis\u00edvel. O Portugal essencial \u2013 a Grande Alma portuguesa, em toda a sua profundidade aventurosa e tr\u00e1gica \u2013 foi-vos velada\u2026\u00bb<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 que na verdadeira matriz portuguesa, n\u00e3o h\u00e1 s\u00f3 um Portugal, mas tr\u00eas, algo que realmente nos interessa enquanto membros da GLUP, como veremos de seguida; ou\u00e7amos ent\u00e3o o que ele diz sobre isso:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>\u201cO terceiro Portugal que encontrareis \u00e0 superf\u00edcie dos Portugueses vis\u00edveis, \u00e9 aquele que, depois da curta dura\u00e7\u00e3o espanhola, e durante todo o curso inanimado da dinastia de Bragan\u00e7a, da sua decomposi\u00e7\u00e3o liberal, e da Rep\u00fablica, formou esta parte do esp\u00edrito portugu\u00eas moderno que est\u00e1 em contacto com a apar\u00eancia do mundo. Esta terceira alma portuguesa \u00e9 apenas um reflexo mal compreendido do estrangeiro que passa, por uma hipnose, n\u00e3o do homem, mas s\u00f3 do seu caminhar\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Sobre o primeiro Portugal, ou a sua primeira alma, elucida Pessoa:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>\u201c\u2026nasceu com o pr\u00f3prio pa\u00eds; \u00e9 esta alma da pr\u00f3pria terra, emotiva sem paix\u00e3o, clara sem l\u00f3gica, en\u00e9rgica sem sinergia, que encontrar\u00e1 no fundo de cada portugu\u00eas, e que \u00e9 verdadeiramente um reflexo espelhante deste c\u00e9u azul e verde cujo infinito \u00e9 maior perto do Atl\u00e2ntico.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Finalmente, vejamos o que \u00e9 o segundo Portugal:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>\u201cH\u00e1 uma segunda alma portuguesa, nascida (isto \u00e9 apenas uma indica\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica) com o come\u00e7o da nossa segunda dinastia, e retirada da superf\u00edcie da ac\u00e7\u00e3o com o fim &#8211; o fim tr\u00e1gico e divino &#8211; desta dinastia. <\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Depois de Alc\u00e1cer-Quibir, onde o nosso Rei e Senhor Dom Sebasti\u00e3o foi atingido pelas apar\u00eancias da morte &#8211; n\u00e3o sendo sen\u00e3o s\u00edmbolo, n\u00e3o era poss\u00edvel morrer &#8211; a alma portuguesa, que procurar\u00e1 em v\u00e3o, tornou-se subterr\u00e2nea e veio-nos de mist\u00e9rios e sonhos antigos, de hist\u00f3rias contadas aos Deuses poss\u00edveis antes do Caos e da Noite, fundamentos negativos do mundo.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Esta alma portuguesa, herdeira por raz\u00f5es e desraz\u00f5es que n\u00e3o \u00e9 leg\u00edtimo explicar ainda, da divindade da alma hel\u00e9nica, fortificou-se na sombra e no abismo. Outrora descobriu a terra e os mares; criou o que o mundo moderno possui que n\u00e3o \u00e9 antigo, pois os outros dois elementos do mundo moderno (a substitui\u00e7\u00e3o da cultura hel\u00e9nica e a semi-cultura latina, obra da Reforma e da Revolu\u00e7\u00e3o Inglesa) s\u00e3o elementos obtidos por uma transposi\u00e7\u00e3o de diferentes elementos das antigas religi\u00f5es e civiliza\u00e7\u00f5es; n\u00e3o s\u00e3o criados integralmente como o oceanismo, o universalismo e o imperialismo \u00e0 dist\u00e2ncia que foram os resultados produzidos conscientemente pelo primeiro movimento divino da alma portuguesa, do segundo estado da Ordem\u00a0 secreta que \u00e9 o fundo hier\u00e1tico, ou seja, a qualidade relativa \u00e0s coisas sacerdotais, sagradas ou religiosas da nossa vida.\u201d<\/em><\/p>\n<p>De acordo com Ant\u00f3nio Telmo, o primeiro Portugal, nascido com a primeira dinastia, \u00e9 ainda hoje o que est\u00e1 no fundo de cada portugu\u00eas; o segundo Portugal, cumprida a primeira metade da sua miss\u00e3o com a segunda dinastia, tornou-se subterr\u00e2neo; \u00e0 superf\u00edcie da hist\u00f3ria ficou o terceiro Portugal, surgido com a dinastia dos Bragan\u00e7as e prolongando-se pela Rep\u00fablica.<br \/>\nE como \u00e9 h\u00e1bito em Pessoa, para nos \u2018desassossegar\u201d, depois da descri\u00e7\u00e3o das tr\u00eas almas de Portugal, remata vaticinando o desaparecimento do terceiro <strong>e a ascens\u00e3o gloriosa de um quarto Portugal, que ser\u00e1 a manifesta\u00e7\u00e3o superior do primeiro e do segundo.<\/strong><br \/>\nVoltando \u00e0 leitura do hor\u00f3scopo do nosso pa\u00eds, anuncia que no dia 1 de Janeiro de 1978, ano em que se cumpriram 400 anos sobre Alc\u00e1cer-Quibir, o Sol transitar\u00e1 da quarta para a quinta casa, depois de ter permanecido na primeira destas durante cento e um anos.<br \/>\nAinda segundo a interpreta\u00e7\u00e3o de Ant\u00f3nio Telmo, e porque de astrologia percebo pouco, esta quarta casa \u00e9 o lugar dos antepassados, a morada subterr\u00e2nea dos her\u00f3is, aquilo que \u00e9 designado como sendo o \u2018Inferno do hor\u00f3scopo\u2019.<br \/>\nConclui-se ent\u00e3o, que,<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>\u201cSe assim \u00e9, a entrada do Sol nesta casa em 1877 e a sua perman\u00eancia ali durante um s\u00e9culo e um ano n\u00e3o podem sen\u00e3o significar a descida aos infernos de Portugal. <\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Com efeito, continua este nosso saudoso I, estes cento e um anos marcam um per\u00edodo de extrema decomposi\u00e7\u00e3o da P\u00e1tria, depois da morte prematura de D. Pedro V, em quem o povo, pressentindo a descida e a queda, p\u00f4s ainda o sinal da sua presen\u00e7a. De ent\u00e3o para c\u00e1, assistimos \u00e0 mais pura manifesta\u00e7\u00e3o de mediocridade pol\u00edtica nos tr\u00eas \u00faltimos Bragan\u00e7as, a essa terr\u00edvel desilus\u00e3o que foi a Rep\u00fablica, obra do positivismo que tinha fatalmente de produzir Salazar e o que ele representou, que nos educou durante 48 anos e deu a gera\u00e7\u00e3o do 25 de Abril e a sua pol\u00edtica de cozinha, sob o nome pomposo de Economia\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Constatamos, portanto, j\u00e1 n\u00e3o estarmos na dita \u2018casa infernal\u2019.<br \/>\nClaro que n\u00e3o h\u00e1 sinal hor\u00e1rio para um novo come\u00e7o e as in\u00e9rcias ainda se fazem notar, mas o que conv\u00e9m interiorizar, e n\u00e3o esquecer, \u00e9 que habitamos o quarto Portugal, a manifesta\u00e7\u00e3o superior do primeiro e do segundo, ou seja, digo eu, estamos na hora da GLUP!<br \/>\nCongratulemo-nos, pois, por fazermos parte desta Augusta Ordem, acreditando que cada um de n\u00f3s tem um trabalho a fazer para n\u00e3o defraudar as expectativas de tantos dos nossos antepassados.<br \/>\nMais uma vez, na Hist\u00f3ria da Humanidade, surge uma oportunidade para mostrarmos ao mundo o que que \u00e9 que o mundo precisa, apontando o verdadeiro sentido da vida assim como quem tra\u00e7a um azimute na \u2018singradura-p\u00f3s-Inicia\u00e7\u00e3o\u2019 para evitar naufr\u00e1gios profanos.<br \/>\nComo j\u00e1 o disse antes, n\u00e3o seremos seguramente melhores que os II de outras Obedi\u00eancias; estamos \u00e9 melhor preparados, matricialmente e no contexto da nossa g\u00e9nese, para fazer da Humanidade uma b\u00ean\u00e7\u00e3o e n\u00e3o um estigma.<br \/>\nNa verdadeira exig\u00eancia que nos deve habitar, congratulo-me por a GLUP, na pessoa do nosso Respeitabil\u00edssimo Gr\u00e3o-Mestre Paulo Cardoso, ter trazido para o Altar da Lei Sagrada o Livro que faltava, o Cor\u00e3o, companheiro indissoci\u00e1vel da Tora e da B\u00edblia, sem o qual a nossa identidade enquanto Ma\u00e7ons e Portugueses n\u00e3o podia ser assumida.<br \/>\nPara que cumpramos o nosso des\u00edgnio, as nossas ra\u00edzes t\u00eam que estar intactas. Se n\u00e3o o fizermos, a aprendizagem ser\u00e1 frouxa, propicia \u00e0 vinda de \u2018<em>companheiros<\/em>\u2019 que n\u00e3o hesitar\u00e3o em liquidar os novos \u2018Hirans\u2019 que lhes fizerem frente, como j\u00e1 vimos acontecer.<br \/>\nHonremos o facto de que houve entre n\u00f3s, sen\u00e3o connosco, uma organiza\u00e7\u00e3o esot\u00e9rica que, de uma maneira perfeitamente consciente e intencional procurou, a partir desta P\u00e1tria, a que deu exist\u00eancia, redimir o mundo do mal e da divis\u00e3o. Para os menos atentos, \u00e9 \u00f3bvio que me refiro aos Templ\u00e1rios.<br \/>\nN\u00e3o sou eu que o digo, mas fa\u00e7o minhas as palavras de Am\u00e9rico Castro, historiador e antrop\u00f3logo espanhol nascido no Brasil no s\u00e9c. XIX, que explica\u00a0 a decad\u00eancia dos povos peninsulares e todo o seu comportamento ulterior &#8211; n\u00e3o comparando-os com os outros mas com aquilo que foram &#8211; pela persegui\u00e7\u00e3o aos judeus, separando a hist\u00f3ria do nosso povo em duas metades: uma durante a qual o Rei era o senhor de tr\u00eas castas, tr\u00eas formas de organiza\u00e7\u00e3o social e tr\u00eas formas de religi\u00e3o &#8211; <strong>a crist\u00e3, a moura e a hebraica<\/strong>; outra em que a casta crist\u00e3 passou a ter no Rei um partid\u00e1rio dominando definitivamente a cena pol\u00edtica.<br \/>\nMMQQII: \u00e9 por j\u00e1 termos vivido na plenitude dos tr\u00eas livros sagrados, na \u00e9poca do primeiro e segundo Portugal, as matrizes para o quarto Portugal, em harmonia com as diferen\u00e7as de cada um, que fazemos a diferen\u00e7a.<br \/>\nAcredito que a maior parte de n\u00f3s ainda n\u00e3o percebe muito bem o que \u00e9 que \u00e9 isto de sermos portugueses, mesmo tendo por c\u00e1 nascido; \u00e9 tamb\u00e9m por isso que estamos aqui hoje.<br \/>\nEstamos muito condicionados a uma inten\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de pura maquilhagem, direi mesmo de uma profunda opera\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica com o intuito de nos fazer defensores de \u2018carochinhas\u2019 e \u2018gambuzinos de armadura\u2019 para nos distra\u00edrem do essencial.<br \/>\n\u00c9 para nos guiar de volta ao essencial que surge a <strong>Grande Loja Unida de Portugal<\/strong>. E n\u00e3o estou a falar do Rito Portugu\u00eas em particular, mas sim de uma obedi\u00eancia ma\u00e7\u00f3nica, a nossa, que acolhe, na regularidade, todos os que ousarem defender a Fiat Lux, um termo, como sabemos, que \u00e9 o ponto culminante da inicia\u00e7\u00e3o, ocasi\u00e3o em que o candidato recebe a luz da sabedoria ma\u00e7\u00f3nica, enxotando as trevas do mundo profano.<br \/>\nOlhando para tr\u00e1s, parece que algo correu mal, houve algo que falhou e que provavelmente se situou no reinado de D. Manuel I, adiando \u2018sine die\u2019 o que ent\u00e3o se sabia.<br \/>\nN\u00e3o nos esque\u00e7amos que, obedecendo a uma exig\u00eancia dos \u2018Reis Cat\u00f3licos\u2019, Isabel e Fernando, e para viabilizar um casamento entre as duas proles reais, o que n\u00e3o veio a acontecer por morte de um dos noivos, a irrevog\u00e1vel condi\u00e7\u00e3o \u2018sine qua non\u2019 imposta ao nosso Rei para que tal pudesse acontecer foi a absurda expuls\u00e3o dos judeus do nosso territ\u00f3rio, contrariando assim a disposi\u00e7\u00e3o deixada por D. Jo\u00e3o II\u2026<br \/>\nO seu legado n\u00e3o se perde, pois restam-nos os s\u00edmbolos do \u2018manuelino\u2019 como derradeira pista para ser interpretada nos s\u00e9culos vindouros, pois estes acontecimentos tiveram lugar quando as suas prov\u00e1veis mensagens ocultas j\u00e1 se haviam dispersado pelo pa\u00eds inteiro.<br \/>\nN\u00e3o nos esque\u00e7amos que se damos conta de haver uma cor azul, \u00e9 porque nem tudo \u00e9 azul \u00e0 nossa volta.<br \/>\nSe acreditamos que podemos fazer a diferen\u00e7a \u00e9 porque algures, subliminarmente, habita a convic\u00e7\u00e3o de que somos mais que isto, mais que o nosso corpo, mais do parece que \u00e9 ser-se portugu\u00eas, o sentirmos o nosso legado e a responsabilidade de o aproveitarmos.<br \/>\nTodos juntos permitiremos que cada um, individualmente, se liberte da escurid\u00e3o imposta pelos v\u00e9us da ignor\u00e2ncia e possa, com a sua pr\u00f3pria luz, abrir caminho a muitos mais na senda da nossa imortalidade espiritual.<br \/>\nPor S. Jorge!<br \/>\nDisse!<br \/>\nLVBaptista, MM, GO das Artes<br \/>\nPrancha da Sess\u00e3o de G.L., Templo P\u00e1tria, revelada a 27 de Setembro de 6017, Equin\u00f3cio de Outono<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se olharmos para Portugal como uma entidade que existe &#8211; e ningu\u00e9m poder\u00e1 afirmar que Portugal n\u00e3o existe &#8211; ent\u00e3o, poderemos aceitar, como o fez Fernando Pessoa, que \u00e9 poss\u00edvel fazer-lhe um hor\u00f3scopo, um mapa astrol\u00f3gico, determinar-lhe a figura circular que define a rela\u00e7\u00e3o exacta do c\u00e9u com a terra no ponto do tempo em 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