{"id":2032,"date":"2017-05-22T22:34:29","date_gmt":"2017-05-22T22:34:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.glup.pt\/?p=2032"},"modified":"2017-05-22T22:34:29","modified_gmt":"2017-05-22T22:34:29","slug":"o-palacio-patria-freguesia-do-beato-continuacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/?p=2032","title":{"rendered":"O Pal\u00e1cio P\u00e1tria \/ Freguesia do Beato (continua\u00e7\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Na continua\u00e7\u00e3o da descri\u00e7\u00e3o do local da freguesia do Beato, iniciado no Boletim Inaugural, com o objetivo de facilitar uma melhor identifica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio onde nos implantamos, seja permitido mais algumas refer\u00eancias do patrim\u00f3nio local:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>P\u00e1tios e vilas-<\/strong>Como se referiu foi a partir de meados do seculo XIX que se foram moldando os espa\u00e7os ribeirinhos, adaptando-os a novas fun\u00e7\u00f5es, derivadas do processo de industrializa\u00e7\u00e3o e consequentemente, da concentra\u00e7\u00e3o de milhares de novos residentes. Esses residentes ocupavam p\u00e1tios e outros espa\u00e7os obsoletos do edificado existente, nomeadamente velhos pal\u00e1cios (como por exemplo o <strong>P\u00e1tio do Col\u00e9gio<\/strong>, no antigo pal\u00e1cio do<strong> Marqu\u00eas de Abrantes<\/strong> do s\u00e9c. XVII) e logradouros de pr\u00e9dios de habita\u00e7\u00e3o, com a constru\u00e7\u00e3o de pequenas c\u00e9lulas habitacionais. Em fun\u00e7\u00e3o das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es e dos protestos que ent\u00e3o se geraram, em consequ\u00eancia da falta de resposta estatal, surge a <strong>VILA<\/strong>, constru\u00edda com melhor planeamento que o<strong> P\u00c1TIO.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As \u00faltimas quatro d\u00e9cadas marcam, contudo, o final desse processo de industrializa\u00e7\u00e3o, com a desactiva\u00e7\u00e3o e o abandono de diversas unidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito grandes unidades produtivas com for\u00e7a motriz a carv\u00e3o na primeira metade do seculo XX (com as suas grandes chamin\u00e9s de tijolo), v\u00e3o coexistir com grandes entrepostos comerciais, (<strong>Abel<\/strong> <strong>Pereira da Fonseca<\/strong>, <strong>Jos\u00e9 Domingues Barreiro<\/strong>) a par da din\u00e2mica actividade portu\u00e1ria. Nos finais da d\u00e9cada de quarenta Portugal est\u00e1 em plena era industrial, com amplos complexos fabris agora movidos a energia el\u00e9trica, implantando-se alguns no <strong>velho n\u00facleo ribeirinho. <\/strong>Assinalando-se a partir de 1960 a abertura da economia portuguesa ao exterior, esta din\u00e2mica produtiva ir\u00e1 manter-se at\u00e9 ao ano de 1973, configurando est\u00e1 \u00e9poca, um per\u00edodo de significativo crescimento econ\u00f3mico. Compreende-se assim como o Beato (e Marvila) configurando um m\u00e1ximo de concentra\u00e7\u00e3o urbana, apresentem uma marca urban\u00edstica permanente representada pelo <strong>P\u00e1tio <\/strong>e pela <strong>Vila<\/strong>, a par de alguma arquitectura informal<strong> (\u201cbairro de lata\u201d)<\/strong>. Esta popula\u00e7\u00e3o residente caracteriza-se por fortes rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a, estabelecimento de redes de sociabilidade t\u00edpicas da comunidade e da solidariedade mec\u00e2nica do grupo prim\u00e1rio, combatendo o isolamento urbano e com forte investimento nos processos afetivos, fun\u00e7\u00e3o igualmente n\u00e3o apenas dos la\u00e7os de parentesco, mas do forte enraizamento e d longo tempo de ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, conferindo um caracter \u00fanico \u00e0 vivencia humana que ali se verifica. O cora\u00e7\u00e3o destes P\u00e1tios e Vilas \u00e9 o p\u00e1tio interior, esp\u00e9cie de grande terreiro comunit\u00e1rio, que funcionava (e funciona ainda?) como extens\u00e3o p\u00fablica da exiguidade do espa\u00e7o da habita\u00e7\u00e3o privada. De resto isso ainda hoje \u00e9 observ\u00e1vel, por exemplo, nos chamados \u201cbairros t\u00edpicos\u201d de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-No final da d\u00e9cada de oitenta o quadro acima descrito, altera-se com a terciariza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, o encerramento de muitas unidades e uma emigra\u00e7\u00e3o de parte das novas gera\u00e7\u00f5es de residentes. Acrescente-se que a continuidade precedente de actividade agr\u00edcola que se regista desde tempos antigos, ainda continuou paralelamente \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o, abastecendo a cidade de Lisboa, com produtos hort\u00edcolas. Paralelamente algumas a\u00e7\u00f5es de realojamento na zona, aconteceram no decorrer das d\u00e9cadas de oitenta e noventa dando origem aos bairros do Condado, do Amador, da Flamenga, dos Alfinetes, do Marqu\u00eas de Abrantes e das Salgadas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-Ser\u00e1 talvez importante referir que em resultado da fus\u00e3o de tr\u00eas modestos clubes (Marvilense, F\u00f3sforos e Chelas) surgiu o <strong>CLUBE ORIENTAL de LISBOA (Marvila)<\/strong>, com um papel muito importante na constru\u00e7\u00e3o de identidades e que nesta Zona, arrastava como pros\u00e9litos entusiasmados, grande parte dos habitantes da zona oriental, acompanhando-o na sua desloca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, existe inten\u00e7\u00e3o de reabilitar tais espa\u00e7os j\u00e1 que estes, s\u00e3o entendidos como revaloriz\u00e1veis pelas viv\u00eancias e mem\u00f3rias que representam, podendo serem compagin\u00e1veis com a necessidade de obten\u00e7\u00e3o de zonas de arrendamento acess\u00edvel, nomeadamente, para jovens, dando assim inicio a uma renova\u00e7\u00e3o do processo identit\u00e1rio., apesar das antigas gera\u00e7\u00f5es ainda hoje n\u00e3o terem perdido a antiga identidade agr\u00edcola e industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-Decorria o ano de 1854, quando se fundou a F\u00e1brica der Fia\u00e7\u00e3o de Xabregas (constituindo-se em F\u00e1brica de Tecidos de Algod\u00f5es em 1858) cujos propriet\u00e1rios estrangeiros, imbu\u00eddos de atitudes filantr\u00f3picas, decidiram mandar edificar entre 1867 e 1877, as primeiras vilas oper\u00e1rias em Xabregas.\u00a0 Em 1888 conson\u00e2ncia, nasceriam mais duas vilas operarias de maiores dimens\u00f5es- <strong>a vila Flamiano<\/strong> destinada ao alojamento de Mestres e Contramestres e <strong>a Vila Dias<\/strong> para oper\u00e1rios. Na totalidade o bairro oper\u00e1rio da F\u00e1brica de Tecido de Algod\u00f5es compunha-se de 106 habita\u00e7\u00f5es. Outras Vilas e P\u00e1tios, entretanto, foram sendo constru\u00eddos entre as quais: O P\u00e1tio do Black; a Vila Maria Lu\u00edsa que em 1933, j\u00e1 contava com equipamento publico (escola, mercado, balne\u00e1rio) e infraestruturas de abastecimento de \u00e1gua e de saneamento b\u00e1sico); P\u00e1tio Marialva; P\u00e1tio do Col\u00e9gio; P\u00e1tio da Matinha; P\u00e1tio do Beir\u00e3o, Vila Santos Lima; Vila Em\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vila Flamiano, <\/strong>constitui uma das vilas oper\u00e1rias mais conhecidas de lisboa, constituindo um paradigma dos processos de alojamento dos trabalhadores no contexto da industrializa\u00e7\u00e3o da zona na segunda metade do s\u00e9culo XIX. Costuma ser associada \u00e0 empresa fundadora (Companhia do Fabrico de Algod\u00e3o de Xabregas). No entanto a sua constru\u00e7\u00e3o (1887\/1888) poder\u00e1 ser atribu\u00edda \u00e0 ac\u00e7\u00e3o de fomento da F\u00e1brica da Samaritana.\u00a0 Representou um projecto inovador para a \u00e9poca em fun\u00e7\u00e3o dos cuidados de saneamento, ent\u00e3o inusitados nesse tempo. Parav al\u00e9m disso o projecto do bairro, situados em terrenos da f\u00e1brica, de autoria do Engenheiro Ant\u00f3nio Teixeira J\u00fadice, previa um amplo espa\u00e7o de logradouro publico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vila Dias-<\/strong> implementada nos finais do seculo XIX (1888), para alojar os oper\u00e1rios e suas fam\u00edlias que laboravam no caminho de ferro recentemente inaugurado, bem como nas diversas industrias que operavam no Beato\/Xabregas, sobretudo nas grandes f\u00e1bricas de fia\u00e7\u00e3o entre as quais a F\u00e1brica de Fia\u00e7\u00e3o de Xabregas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do patrim\u00f3nio edificado erudito, com interesse hist\u00f3rico e arquitect\u00f3nico, ao qual j\u00e1 aludimos acima, ser\u00e1 de real\u00e7ar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;<strong>Convento das Grilas<\/strong> foi um antigo convento de freiras da Ordem dos Agostinhos Descal\u00e7os, que se situava, em frente ao Recolhimento do Grilo e da Igreja paroquial de S\u00e3o Bartolomeu. Fundado por D\u00aa Lu\u00edsa de Gusm\u00e3o em 21 de Abril de 1664, foi extinto ap\u00f3s a morte da \u00faltima freira em Mar\u00e7o de 1885, ap\u00f3s o qual, no decorrer de 1889, abrigou as instala\u00e7\u00f5es da Padaria da Manuten\u00e7\u00e3o militar, que ocupou toda a cerca e procedendo \u00e0 demoli\u00e7\u00e3o da totalidade do complexo religioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-J\u00e1 anteriormente, a partir da d\u00e9cada de 1850, foi um dos conventos a ter a sua cerca amputada, pela constru\u00e7\u00e3o do primeiro tro\u00e7o do caminho de ferro, constru\u00eddo em Portugal (inaugurado em junho de 1856), nomeadamente, o espa\u00e7o da cerca situado a norte dessa via. O invent\u00e1rio e outras descri\u00e7\u00f5es do conte\u00fado revelam a exist\u00eancia de bons materiais, nomeadamente m\u00e1rmores, bem como obras de interesse, em termos art\u00edsticos e decorativos, entre os quais, quadros a \u00f3leo com representa\u00e7\u00f5es religiosas, azulejaria, etc. Tais elementos foram na sua maioria dispersos para diversas institui\u00e7\u00f5es que foram requerendo a entrega das mesmas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Convento do Beato<\/strong> (Complemento informativo do Boletim inaugural) \u2013 J\u00e1 se referiu que o antigo Convento de S\u00e3o Bento de Xabregas ou Enxobregas, teve origem no seculo XV quando a Rainha D Isabel obteve autoriza\u00e7\u00e3o para construir na ermida de S\u00e3o Bento, um Hosp\u00edcio para a Congrega\u00e7\u00e3o dos Frades Azuis ou Loios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No seculo XVI, Frei Ant\u00f3nio da Concei\u00e7\u00e3o, inicia a constru\u00e7\u00e3o do Convento a que a devo\u00e7\u00e3o popular por esta figura, implicou a designa\u00e7\u00e3o de Convento do Beato. Com brevidade toda a freguesia do local de sua implanta\u00e7\u00e3o, passou a designar-se, FREGUESIA do BEATO.\u00a0 A Freguesia do Beato propriamente dita, inicialmente denominada por S\u00e3o Bartolomeu do Beato, foi desanexada da freguesia de Santa Maria dos Olivais em 1756.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns nomes ilustres e factos not\u00e1veis encontram-se ligados \u00e0 hist\u00f3ria do comento:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frei Ant\u00f3nio da Concei\u00e7\u00e3o teria beneficiado da amizade mutua que existia com o rei D. Sebasti\u00e3o e uma das consequ\u00eancias, foram as obras de amplia\u00e7\u00e3o do templo. Diversos autores referem que quando das v\u00e9speras da partida para a batalha de Alc\u00e1cer Quibir, D. Sebasti\u00e3o ter-se-ia aconselhado com Frei Ant\u00f3nio o qual lhe garantiu a vit\u00f3ria final. Por sua vez, o Duque de Alba recebeu a b\u00ean\u00e7\u00e3o de Frei Ant\u00f3nio. Quando se sentiu moribundo, logo ap\u00f3s o conhecimento do desastre de Alc\u00e1cer Quibir, o Duque dirigiu-se ao convento onde viria a falecer. Tamb\u00e9m o Duque de Bragan\u00e7a D. Teod\u00f3sio, pai de D. Jo\u00e3o I V, tinha por h\u00e1bito ouvir missa e a palavra de frei Ant\u00f3nio, na igreja conventual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0-Quanto ao edificado, refiram-se os materiais predominantemente de m\u00e1rmores brancos que conferem ao edif\u00edcio uma robustez, que permitiu resistir ao terramoto de 1755. Possu\u00eda uma not\u00e1vel livraria (cerca de 10 mil volumes), sendo igualmente not\u00e1vel a bela escadaria conventual de m\u00e1rmores branco e rosa, com balaustrada guarnecida de bela estatu\u00e1ria. Depois do sismo os restos mortais da Infanta D\u00aa Catarina (1391-1438) filha do rei D. Duarte, vieram do Convento de Santo El\u00f3i (Largo dos Loios), que teria ficado arruinado naquele grande sismo e depositados, na capela mor do convento do Beato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0No final do seculo XVIII, o convento abrigou o HOSPITAL REAL MILITAR e, em 1834, depois de ter sofrido grande incendio, \u00e9 comprado pelo negociante Jo\u00e3o de Brito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-A unidade fabril ali instalada foi a primeira a ter a utiliza\u00e7\u00e3o da M\u00e1quina a Vapor em Portugal e em 1849 a Rainha Da Maria I I autoriza a utiliza\u00e7\u00e3o da Marca NACIONAL nos produtos da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1999 o Grupo Cerealis vocacionado para a transforma\u00e7\u00e3o de cereais imprime uma nova din\u00e2mica na utiliza\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0 para eventos culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Padre Francisco de Santa Maria (na obra O C\u00e9u Aberto na Terra), reporta que a capela-mor continha quatro sepulturas da fam\u00edlia dos Condes de Linhares, tendo sido mandada erguer em 1622, por D\u00aa Joana de Noronha, com inten\u00e7\u00e3o de nela igualmente ficar sepultada quando morresse. Mais tarde essas sepulturas foram profanadas tendo os ossos sido depositados numa cripta. Ainda hoje, se podem observar os respectivos epit\u00e1fios, inscritos nas paredes da capela-mor. Diz-se que um dos grandes amores ou uma das musas de Lu\u00eds Vaz de Cam\u00f5es, D\u00aa Violante de Andrade, Condessa de Linhares, ali jaz sepultada. Julga-se que durante uma estadia do seu marido, D. Francisco de Noronha, em Fran\u00e7a, D\u00aa Violante ter\u00e1 mantido com o poeta uma rela\u00e7\u00e3o afectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0D\u00aa Joana de Andrade, filha de Violante tamb\u00e9m apontada como um dos amores de Cam\u00f5es, jaz igualmente sepultada no Convento do Beato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;<strong>Convento da Madre Deus &#8211; <\/strong>Classificado como Monumento Nacional, foi ocupado pela Ordem dos Franciscanos Descal\u00e7os. Em 1983, integrou a d\u00e9cima s\u00e9tima Exposi\u00e7\u00e3o Europeia de Arte Ci\u00eancia e Cultura. Abriga actualmente nas suas instala\u00e7\u00f5es, o Museu Nacional do Azulejo, onde se podem observar, os melhores exemplos da talha barroca e a azulejaria. Para al\u00e9m de uma vast\u00edssima colec\u00e7\u00e3o de azulejos, permite o conhecimento das diversas fases do processo produtivo, bem como a sucess\u00e3o de gostos decorativos e estil\u00edsticos, que se sucederam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Edificado em 1509 por iniciativa da rainha D\u00ba Leonor, esposa do rei D: Jo\u00e3o II, as obras, contudo, ir\u00e3o prolongar-se at\u00e9 1550, data da conclus\u00e3o da igreja, no tempo de D. Jo\u00e3o III. Todavia sucessivas obras ao longo dos reinados de D. Pedro II, D. Jo\u00e3o V e D. Jos\u00e9, compreendendo um longo per\u00edodo que vais desde os finais do seculo XVII, at\u00e9 meados do seculo XVIII, ir\u00e3o valorizar ainda mais o monumento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;<strong>Convento de S\u00e3o Francisco de Xabregas ou Convento de Santa Maria de Jesus, <\/strong>onde funciona actualmente, na antiga igreja, o <strong>teatro Ib\u00e9rico<\/strong> e a<strong> Mediateca de Forma\u00e7\u00e3o Profissional, <\/strong>foi convento da Ordem dos Franciscanos, no lugar onde ter\u00e1 existido um antigo Pa\u00e7o Real (ou resid\u00eancia campestre) onde D. Afonso III e os monarcas que se seguiram, passavam largas temporadas. No seculo XIV era um lugar tranquilo, id\u00edlico, relativamente isolado e abrigado do vento norte. Na parte fronteira, existia um extenso areal, formando uma bela praia do rio Tejo. Em 1373, no reinado de D. Fernando, os castelhanos estabelecendo o cerco a Lisboa, incendiaram grande numero de propriedades incluindo o Pa\u00e7o Real. Em 1455 o rei Afonso V, doou o arruinado pal\u00e1cio a D\u00aa Guiomar de Castro, a qual iniciou as obras que levariam \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o do Convento de Santa Maria de Jesus. Concluindo-se as obras em 1460, foi entregue \u00e0 Ordem Franciscana, passando a ser conhecido como Convento de S\u00e3o Francisco de Xabregas. Numa descri\u00e7\u00e3o de 1551, pode-se ler que\u201d \u2026<strong><em>o mosteiro esta fora dos muros \u2026um ter\u00e7o de l\u00e9gua\u2026\u00e9 de frades menores de observ\u00e2ncia e h\u00e1 nele cinquenta frades. Tem algumas capelas, uma de invoca\u00e7\u00e3o de reis, sepulturas de muitas pessoas nobres, na qual os padres tem algumas obriga\u00e7\u00f5es de missar\u2026\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8211;<\/strong>O arquitecto Jo\u00e3o Nunes Tinoco, assina o projecto das obras na igreja e no claustro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A destrui\u00e7\u00e3o que e verificou ap\u00f3s o terramoto de 1755, levou \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do convento, ostentando uma fachada monumental, com um p\u00f3rtico encimado pelo bras\u00e3o de armas do rei D. Jos\u00e9 I e que ainda hoje se conserva. Com a extin\u00e7\u00e3o das ordens religiosas em 1834, foi o edif\u00edcio ocupado pelo regimento de Infantaria n\u00ba 1. Em 1838, o convento foi arrendado \u00e0 Companhia de Fia\u00e7\u00e3o e Tecidos de Algod\u00e3o Lisbonense, at\u00e9 que em 1844, um grande incendio destruiu o edif\u00edcio escapando somente a igreja. Procedendo-se \u00e0 reconstru\u00e7\u00e3o, instalou-se a F\u00e1brica de Tabacos Lisbonense, mais tarde, Companhia Portuguesa de Tabacos, ocupando as instala\u00e7\u00f5es ao longo de boa parte do s\u00e9culo XX. Em 1980, o espa\u00e7o da antiga igreja foi destinado \u00e0 Companhia Teatro Ib\u00e9rico e em 1991, nas depend\u00eancias conventuais contiguas, o Instituto do Emprego e da Forma\u00e7\u00e3o Profissional (IEFP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;<strong>Teatro Ib\u00e9rico (Centro Cultural de Pesquisa e Arte), <\/strong>cuja porta de ingresso se implanta na fachada da antiga igreja barroca conventual, foi criado por Jos\u00e9 Blanco Gil, beneficiando de instala\u00e7\u00f5es cedidas pelo IEFP- Este teatro tem caracter\u00edsticas \u00fanicas j\u00e1 que aproveita a magnifica ac\u00fastica e da arquitectura religiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;<strong>Viaduto ferrovi\u00e1rio ou Ponte de Ferro de Xabregas<\/strong>, \u00e9 uma infraestrutura da linha do Norte, cuja constru\u00e7\u00e3o foi projectada por Jonh Sutherland.\u00a0 A ponte \u00e9 sustentada duas sec\u00e7\u00f5es; uma de arcaria de pedra e a outra em vigas met\u00e1licas que foram substitu\u00eddas em 1954. A sua implementa\u00e7\u00e3o teve consequ\u00eancias importantes na altera\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica de ocupa\u00e7\u00e3o subsequente do espa\u00e7o paisag\u00edstico e edificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>-Pal\u00e1cio de D. Gast\u00e3o de Sousa Coutinho ou dos Senhores das Ilhas Desertas, <\/strong>situava-se no local, onde no seculo XX passou a funcionar a escola prim\u00e1ria n\u00ba 20. Em 1640 a zona do Beato\/Xabregas era um dos locais mais activos na conspira\u00e7\u00e3o contra a ocupa\u00e7\u00e3o Filipina. <strong>Um dos fidalgos conspiradores<\/strong> mais empenhados (em sintonia com o seu vizinho D. Vasco de Menezes do Pal\u00e1cio dos Melos ou dos marqueses de Olh\u00e3o), era D. Gast\u00e3o de Sousa Coutinho, cujo pal\u00e1cio se situava junto \u00e0 cal\u00e7ada, que ainda hoje ostenta o seu nome (Cal\u00e7ada de Dom Gast\u00e3o). Este fidalgo, em 1644 teria mandado edificar junto ao pal\u00e1cio, uma ermida dedicada a Nossa Senhora do Ros\u00e1rio da Restaura\u00e7\u00e3o, da qual n\u00e3o restam hoje, quaisquer vest\u00edgios. Esta Ermida, cujo total desaparecimento, constitui hoje verdadeiro enigma, foi institu\u00edda por D. Gast\u00e3o Coutinho, em fun\u00e7\u00e3o de cumprimento de um voto a Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, pelo sucesso da Restaura\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia Nacional. A imagem foi trazida da fortaleza de Cascais (a fortaleza foi ocupada por for\u00e7as comandadas por aquele fidalgo) e ap\u00f3s diversas perip\u00e9cias (cujo relato n\u00e3o exclui factos miraculosos), foi depositada na Ermida do Grilo, no dia de S\u00e3o Jo\u00e3o Baptista, no ano de 1643. No ano de 1652, D. Gast\u00e3o e a mulher, D\u00aa Isabel Ferraz, dispuseram em seus testamentos, a vontade de nela serem sepultados, bem \u00e1 vista da imagem da Santa, desejo que foi cumprido por um sobrinho, que para o efeito mandou lavrar dois magn\u00edficos t\u00famulos de m\u00e1rmore. Infelizmente ap\u00f3s a demoli\u00e7\u00e3o da Capela tais t\u00famulos, bem como a imagem desapareceram enigmaticamente, n\u00e3o havendo not\u00edcia do seu paradeiro-<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existia igualmente um cais privativo \u2013 designado, cais dos Senhores das Ilhas Desertas-situado na rua da Manuten\u00e7\u00e3o, de que restam alguns vest\u00edgios.\u00a0 Nesta zoa existiram diversos cais de acostagem, uns p\u00fablicos outros privados, servindo as diversas casas, dispostas ao longo do rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>-Pal\u00e1cio dos Marqueses de Olh\u00e3o ou dos Melos ou dos Melos da Cunha,<\/strong> classificado como Monumento Nacional desde 1987, data do seculo XVI, tendo sido seu primeiro propriet\u00e1rio, o grande navegador e <strong>primeiro Vice-Rei da \u00cdndia, D. Trist\u00e3o da Cunha,<\/strong> fidalgo da confian\u00e7a de D. Manuel e de D. Jo\u00e3o III. Mais tarde ainda no tempo de D. Jo\u00e3o III, o pal\u00e1cio entrou na propriedade de D. Jorge de Melo. Beneficiando de grandes remodela\u00e7\u00f5es, sobre o n\u00facleo da casa quinhentista, na primeira metade do seculo XVIII, encetadas por, D. Pedro da Cunha, 2\u00ba conde de Castro Marim (e primeiro marqu\u00eas de Olh\u00e3o, e que resistindo ao terramoto de 1755, mant\u00e9m a configura\u00e7\u00e3o que hoje ainda se regista. Apresenta portal brasonado cm as armas dos Cunhas. Disp\u00f5es no seu interior de salas de grande aparato, bem como de patrim\u00f3nio azulejar dos seculos XVII e XVIII, sal\u00e3o de entrada com tectos apainelados, bem como quadros a \u00f3leo de alguns propriet\u00e1rios, frescos e pinturas que decoram diversas salas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi neste pal\u00e1cio, que em 1640 pertencia a D. Vasco de Meneses, que um grupo de fidalgos conspirou para levar a efeito a <strong>RESTAURA\u00c7\u00c3O <\/strong>da Independ\u00eancia Nacional, terminando com o dom\u00ednio Filipino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No interior do pal\u00e1cio s\u00e3o vis\u00edveis, paredes grossas e maci\u00e7as e corredores abobadados t\u00edpicos da arquitectura seiscentista, a par de uma sobreposi\u00e7\u00e3o de outros estilos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Actualmente disponibiliza servi\u00e7os de apoio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de diversos eventos, com o m\u00e9rito de n\u00e3o descaracterizar uma resid\u00eancia nobre que se mant\u00e9m na mesma fam\u00edlia desde h\u00e1 500 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211;<strong>Pal\u00e1cio dos Marqueses de Niza,<\/strong> edif\u00edcio de fachada de fei\u00e7\u00e3o neocl\u00e1ssica, foi constru\u00eddo em terrenos pertencentes ao pa\u00e7o real de Enxobregas do s\u00e9c. XVI. Fundado em 1543, por D. Francisco da C\u00e2mara, segundo conde da Vidigueira, passou por diversos propriet\u00e1rios, entre os quais os descendentes de Vasco da Gama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doado por D\u00aa Lu\u00edsa de Gusm\u00e3o \u00e1 condessa de Unh\u00e3o, integra-se por via do matrim\u00f3nio nas Casas de Niza e Vidigueira., regressou \u00e0 posse dos Marqueses de Nisa em 1672. O edif\u00edcio ficou bastante desfigurado ap\u00f3s 1755 e igualmente pelas diversas interven\u00e7\u00f5es de que foi objecto ao longo do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Edif\u00edcio, (ostentando na fachada principal um portal nobre e na fachada lateral o bras\u00e3o do rei D. Lu\u00eds), foi objecto de grandes altera\u00e7\u00f5es na segunda metade do seculo XVIII. No ano de 1867 foi adquirido pelo Estado, por iniciativa de D\u00aa Maria I, tendo sido destinado para casa de recolhimento e de correc\u00e7\u00e3o de menores, passando a designar-se Asilo D\u00ba Maria Pia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1926, foi vendido \u00e0 Miseric\u00f3rdia de Lisboa e desde 1941, constitui uma sec\u00e7\u00e3o da Casa Pia de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos ilustres propriet\u00e1rios foi D. Vasco Lu\u00eds da Gama (1612-1676), 5\u00ba Conde da Vidigueira, Senhor da Vila de Frades e Trev\u00f5es, tendo sido um dos grandes fidalgos do reino a tomar partido pelo Duque de Bragan\u00e7a (futuro D. Jo\u00e3o IV), na Restaura\u00e7\u00e3o de Portugal. Exerceu os altos cargos de Almirante do Mar das \u00cdndias e embaixador em Fran\u00e7a de 1642 a 1649, influenciando o apoio a Portugal por parte do ministro franc\u00eas, cardeal Mazarino. Deputado da Junta dos Tr\u00eas Estados, membro do Conselho de Estado e da Guerra, desempenhou, em 1668, o papel de negociador plenipotenci\u00e1rio no tratado de paz com a Espanha. Igualmente exerceu as fun\u00e7\u00f5es de Vedor da Fazenda e Estribeiro Mor da Rainha d\u00aa Francisca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos finais do seculo XIX, at\u00e9 meados do seculo XX, estabeleceu-se defronte do pal\u00e1cio, um mercado a c\u00e9u aberto de venda de produtos alimentares, com a curiosidade de no tempo da Segunda Guerra Mundial, ter-se chegado a vender carne de baleia, num entreposto especial destinado para o efeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>-Sociedade Comercial Abel Pereira da Fonseca <\/strong>constitui paradigma not\u00e1vel das grandes casas comerciais do in\u00edcio do seculo XX, especialmente marcante na zona do Beato\/Po\u00e7o do Bispo. A sua origem deve-se \u00e0 actividade empresarial de Abel Pereira da Fonseca, grande agricultor, propriet\u00e1rio de vastas vinhas na zona do Bombarral, Cadaval, Torres Novas e Alenquer. Fundador da Companhia Agr\u00edcola da Sanguinhal, no Bombarral, com o objectivo de implementar melhorias na gest\u00e3o. Em conformidade criou uma estrutura comercial com a funda\u00e7\u00e3o da casa Abel Pereira da Fonseca &amp; C\u00aa, com armaz\u00e9ns na rua da Manuten\u00e7\u00e3o do Estado em Xabregas. (19067\/1907), passando depois para a rua do Amorim em 1910.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1917 procedeu-se, sob risco do arquitecto Norte J\u00fanior, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o um novo e not\u00e1vel edif\u00edcio de armaz\u00e9m, na Pra\u00e7a David Leandro da Silva a Marvila, com integra\u00e7\u00e3o na fachada de elementos inspirados na Arte Nova, e que se mantem at\u00e9 \u00e0 actualidade. No seu interior para al\u00e9m da zona de armazenagem de pipas e um conjunto de cento e setenta enormes cubas (com capacidade para mais de 120 milh\u00f5es de litros), integrou outras \u00e1reas destinadas \u00e0 administra\u00e7\u00e3o, escrit\u00f3rios e laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como curiosidade, fica a informa\u00e7\u00e3o de que num texto da Companhia Agr\u00edcola do Sanguinhal, pode ler-se<strong><em> \u00ab\u2026 era comum Fernando Pessoa, enquanto se encontrava a trabalhar levantar-se, pegar no chap\u00e9u, ajeitar os \u00f3culos e ir at\u00e9 ao \u201cAbel\u201d &#8230; as idas ao \u201cAbel\u201d eram, nada mais, nada menos que uma ida ao dep\u00f3sito mais pr\u00f3ximo da Casa Abel Pereira da Fonseca para tomar um c\u00e1lice de aguardente\u2026\u00bb <\/em><\/strong>(testemunho de um colega de trabalho do poeta, Lu\u00eds Pedro Moitinho de Almeida).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1993, a empresa cessou a sua actividade e em 1998, a C\u00e2mara Municipal de Lisboa, ocupou as instala\u00e7\u00f5es, para actividades de anima\u00e7\u00e3o cultural no contexto da \u201cExpi-98\u201d (m\u00fasica ao vivo, exposi\u00e7\u00f5es de arte, mostra gastron\u00f3mica, passagem e modelos, etc.). Nos tempos actuais ali, funciona um minimercado e uma \u201ctasquinha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O patrim\u00f3nio edificado mostra-se deveras interessante, afirmando no logotipo da fachada a sua afirma\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria com o Rio Tejo, representando a tradicional fragata em que se transportava o vinho por via fluvial. Entrado em gradual estado de degrada\u00e7\u00e3o, foi o edif\u00edcio recuperado no \u00e2mbito do projecto \u201cCaminhos do Oriente, da autoria de Sarmento de Matos, integrado na \u201cExpo-98\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">-A finalizar esta breve incurs\u00e3o sobre a zona onde nos implantamos, ao deve silenciar-se a alus\u00e3o \u00e0 vida de sociabilidade intensa dos p\u00e1tios e vilas, os bailes, as festas populares, (Flamiano, Dias e muitas mais) , os lavadouros p\u00fablico, os fontan\u00e1rios tristemente secos, as actividades desportivas, l\u00fadicas e de recreio desenvolvidas nomeadamente \u00e0 volta das tascas, as bandas de m\u00fasica e outras institui\u00e7\u00f5es de apoio social e educativas, etc. e que ainda hoje povoam persistentemente a mem\u00f3ria dos residentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro patrim\u00f3nio relevante existente na zona, refere-se a diversos palacetes e vest\u00edgio de quintas agr\u00edcolas, circundando o territ\u00f3rio da freguesia, podendo servir de exemplo o<strong> chal\u00e9 da Quinta das Pintoras e a Casa de S. Vicente (<\/strong>actualmente sede de uma IPSS)<strong>: <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>-Quinta das Pintoras,<\/strong> \u00e9 um palacete de caracter\u00edsticas urbanas do seculo XIX, integrado numa quinta, na Estrada de Marvila\/ Azinhaga da Bruxa, num local onde ainda se observa um casario de pequenas dimens\u00f5es e quinta agr\u00edcolas e de recreio. Interessantes os pain\u00e9is de azulejos monocromos, figurativos, do seculo XIX., no primeiro andar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>-A Casa de S\u00e3o Vicente <\/strong>dos finais do seculo XVII, integrando uma antiga quinta (das Veigas) mantem desde 1940, uma estrutura de apoio social, estabelecida pela ac\u00e7\u00e3o da Condessa de Mafra (D\u00aa Maria Ant\u00f3nia de Mello Breyner). Encontra-se hoje algo deteriorada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sauda\u00e7\u00f5es,<br \/>\nFernando Casqueira<br \/>\nR:.I:. G:.P:.B:. \/ V:.M:.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na continua\u00e7\u00e3o da descri\u00e7\u00e3o do local da freguesia do Beato, iniciado no Boletim Inaugural, com o objetivo de facilitar uma melhor identifica\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio onde nos implantamos, seja permitido mais algumas refer\u00eancias do patrim\u00f3nio local: P\u00e1tios e vilas-Como se referiu foi a partir de meados do seculo XIX que se foram moldando os espa\u00e7os ribeirinhos, 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