{"id":1955,"date":"2016-12-07T19:36:21","date_gmt":"2016-12-07T19:36:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.glup.pt\/?p=1955"},"modified":"2016-12-07T19:36:21","modified_gmt":"2016-12-07T19:36:21","slug":"nota-sobre-o-r-e-a-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/?p=1955","title":{"rendered":"Nota sobre o R.&#039;.E.&#039;.A.&#039;.A.&#039;."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em 4 de Julho de 6016, a Oriente de Sintra, tr\u00eas Respeit\u00e1veis Lojas\u00a0 unem-se para constituir a nossa Grande Loja Unida de Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre elas, encontrava-se a R:.L:. P\u00e1tria, n\u00ba 2 que adotou como pr\u00e1tica ritual\u00edstica, o Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importa pois, mesmo que de forma sucinta, descrever alguns aspetos hist\u00f3ricos deste Rito, bem como a relev\u00e2ncia do seu simbolismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos tr\u00eas s\u00e9culos, muito se tem escrito sobre o Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceite, tendo diversos autores seguido por vias alternativas em aspetos relacionados com as sua bases, origem e constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As opini\u00f5es dividem-se nesta mat\u00e9ria, havendo por\u00e9m algumas correntes fundamentais, que por terem os seus registos validados atrav\u00e9s de consulta a atas da \u00e9poca, \u00e9 poss\u00edvel seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Independentemente da presum\u00edvel influ\u00eancia Templ\u00e1ria que o nosso Rito possa ter recebido, n\u00e3o havendo tamb\u00e9m unanimidade em rela\u00e7\u00e3o a este aspeto, sabe-se que o mesmo nasce em Fran\u00e7a e n\u00e3o na Esc\u00f3cia, recebendo apenas esta designa\u00e7\u00e3o pela rela\u00e7\u00e3o com os graus que lhe foram conferidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com efeito, se nos centrarmos nos primeiros registos escritos de um Rito Escoc\u00eas, conclu\u00edmos que apenas surge em 1730, com a atribui\u00e7\u00e3o de um grau de \u201cMestre Escoc\u00eas\u201d. Este grau denominado de filos\u00f3fico, serviria apenas de complemento aos graus simb\u00f3licos, ou seja, a chamada Ma\u00e7onaria de altos graus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Factualmente, pela veracidade dos documentos acima mencionados, sabe-se que no ano de 1745 \u00e9 fundada em Bord\u00e9us a primeira Loja de Mestres Escoceses, de seu nome \u2018\u2019Elus Parfaits\u2019\u2019 fazendo parte da sua estrutura o I:. Etienne Morin, que anos mais tarde, ap\u00f3s in\u00fameros servi\u00e7os prestados, vem a ser nomeado Grande Inspetor. De acordo com os poderes que lhe foram conferidos, cria em 1753 a sua \u2018\u2019 Loja de Mestres Escoceses em Santo Domingo, atual Haiti, \u00e0 data, uma das v\u00e1rias col\u00f3nias do Imp\u00e9rio Franc\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel encontrar in\u00fameros registos f\u00edsicos, que relatam o aparecimento de novas Lojas nos diversos territ\u00f3rios de Fran\u00e7a, espalhando-se a partir deste ponto por todo o mundo ocidental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nascimento oficial do Rito Escoc\u00eas, surge pela sua r\u00e1pida aceita\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica colonial, onde em 1801, pela primeira vez, \u00e9 formado atrav\u00e9s dos c\u00e9lebres Onze cavalheiros de Charleston, o Supremo Concelho do Rito Escoc\u00eas nos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda no decorrer do s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s o dinamismo imposto ao Rito por Albert Pike, este ganha uma enorme popularidade, tornando-se numa verdadeira pot\u00eancia mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base em registos da \u00e9poca, sabe-se que chega finalmente a Portugal em 1873 por via da Grande Loja de Dublin, que o introduz num sistema mais simplificado de apenas tr\u00eas graus, praticado de forma pioneira pela Loja Regenera\u00e7\u00e3o n\u00ba1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Ma\u00e7onaria em geral e este nosso Rito em particular, ganham em Portugal um crescente interesse e ades\u00e3o, pelo facto de facultar aos seus membros uma nova perspetiva de valores morais e sociais, assentes no simbolismo de uma Loja, com as suas Colunas de Sabedoria, For\u00e7a e Beleza, enquanto complementos de qualquer obra humana, alicer\u00e7ada nos deveres de solidariedade e compromisso dos seus membros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No decorrer do \u00faltimo s\u00e9culo, ao abrigo de inova\u00e7\u00f5es introduzidas e fundamentadas em argumentos de modernidade ou simplifica\u00e7\u00e3o, foram retirados ao Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceite elementos e partes substanciais dos seus rituais, mantendo-se por\u00e9m at\u00e9 aos dias de hoje, a nobre tradi\u00e7\u00e3o francesa da sua origem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No respeito por estes ancestrais manuais de ensinamentos, o R:.E:.A:.A:. mant\u00e9m por\u00e9m a peculiaridade do seu ritualismo, revelado pela m\u00e9trica marcial das suas circula\u00e7\u00f5es, compenetra\u00e7\u00e3o dos seus movimentos e rigor na execu\u00e7\u00e3o das cerim\u00f3nias, num intermin\u00e1vel trabalho \u00e0 Gl\u00f3ria de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Continuando a usar como pontos cardeais a Sabedoria, a For\u00e7a e a Beleza, fazemos por norma, um lento mas seguro progresso, procurando incansavelmente a Luz nas nossas Colunas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vermelho expl\u00edcito deste nosso Rito, anuncia-nos que a sua for\u00e7a basilar \u00e9 o sustento das suas Colunas, que servem simultaneamente de base aos nossos esfor\u00e7os, num claro resultado de uma paix\u00e3o dominada e finalmente tornada em ferramenta \u00fatil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Usamo-la para erguer a obra com os nossos Irm\u00e3os, talhando a pedra interior, numa constru\u00e7\u00e3o, que bem sabemos, outros antes de n\u00f3s come\u00e7aram, e que jamais a veremos terminada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta inevitabilidade \u00e9 por todos encarada com naturalidade, pois sabemos que a mesma \u00e9 parte fundamental deste caminho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta obra, em que a cren\u00e7a no Divino \u00e9 fundamental e comum a todos os Irm\u00e3os, permite o Rito, que diferentes designa\u00e7\u00f5es possam ser evocadas, podendo inclusiv\u00e9 divergir na sua origem, mas acabando certamente por se encontrar no destino, de forma a que o projeto possa progredir \u00e0 Gl\u00f3ria do Uno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trabalhamos ainda hoje em fun\u00e7\u00e3o das nossas capacidades, ao nosso pr\u00f3prio ritmo, tentando imitar o Sol no seu Z\u00e9nite, persistindo at\u00e9 que finalmente possamos com ele conseguir atingir o Nadir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando a luz cessa dando lugar ao cintilar das estrelas, conseguimos por vezes ler nelas os seus des\u00edgnios e perceber finalmente alguns dos seus mist\u00e9rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegada a hora, quando os ponteiros se juntam, reunimos em redor do plano tra\u00e7ado, dando-lhe a forma que permita a uni\u00e3o das suas extremidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 ent\u00e3o tempo de Orar e inspirar. Ouvir e ser inspirado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quando os malhetes ressoam, abrindo vias para o que n\u00e3o se v\u00ea, juramos guardar as nossas palavras e recolhemos em paz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Regressados \u00e0s trevas, agora armados de novas for\u00e7as, podemos novamente combater o que a nossa moral n\u00e3o pode nem deve tolerar. Neste regresso \u00e0 sociedade, deveremos ser as invis\u00edveis Colunas que a sustentam, assumindo essa solene responsabilidade, se poss\u00edvel, com o estoicismo de um farol perante a f\u00faria da mar\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imp\u00f5e-se que continuemos a Obra!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">JF, M:.M:.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 4 de Julho de 6016, a Oriente de Sintra, tr\u00eas Respeit\u00e1veis Lojas\u00a0 unem-se para constituir a nossa Grande Loja Unida de Portugal. Entre elas, encontrava-se a R:.L:. 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