{"id":1940,"date":"2016-11-01T18:56:46","date_gmt":"2016-11-01T18:56:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.glup.pt\/?p=1940"},"modified":"2016-11-01T18:56:46","modified_gmt":"2016-11-01T18:56:46","slug":"o-palacio-patria-freguesia-do-beato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/?p=1940","title":{"rendered":"O Pal\u00e1cio P\u00e1tria \/ Freguesia do Beato"},"content":{"rendered":"<p>-Em conson\u00e2ncia com as significativas potencialidades hist\u00f3ricas- patrimoniais da zona ribeirinha oriental de Lisboa, o Pal\u00e1cio P\u00e1tria (GLUP), tem o privil\u00e9gio de integrar um nobre e importante edif\u00edcio da freguesia.<br \/>\n-Com efeito, o local de implanta\u00e7\u00e3o, na freguesia do Beato, do edificado que designamos por <strong>Pal\u00e1cio P\u00e1tria<\/strong>, integrou inicialmente uma zona t\u00e9rrea, de servi\u00e7o, do magn\u00edfico solar do duque de Laf\u00f5es, tendo posteriormente sido objecto de diversas transforma\u00e7\u00f5es, nomeadamente para adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 instala\u00e7\u00e3o do Cinema P\u00e1tria e anos depois, para a actividade de uma congrega\u00e7\u00e3o religiosa.<br \/>\n-Comecemos por uma breve alus\u00e3o ao territ\u00f3rio circundante:<br \/>\n&#8211;<strong>A Freguesia do Beato<\/strong><br \/>\nUm r\u00e1pido olhar pelo espa\u00e7o circundante, poder\u00e1 resultar numa impress\u00e3o de degrada\u00e7\u00e3o e abandono arquitet\u00f3nico \/ urban\u00edstico, todavia e, n\u00e3o obstante, uma observa\u00e7\u00e3o mais atenta, dar\u00e1 conta, simultaneamente, da exist\u00eancia de um patrim\u00f3nio relevante, de grande potencial, a solicitar interven\u00e7\u00e3o urgente, bem como, a implementa\u00e7\u00e3o de um projecto de valoriza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o nos circuitos din\u00e2micos do turismo cultural urbano. Naturalmente que o plano de reabilita\u00e7\u00e3o da Zona Ribeirinha Oriental, tanto quanto se sabe, incluir\u00e1 tais preocupa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o esquecendo o patrim\u00f3nio relevante das antigas vilas oper\u00e1rias.<br \/>\nNuma perspectiva mais redutora e sem se pretender esgotar os exemplos, existem na freguesia e nas zonas pr\u00f3ximas, v\u00e1rios edif\u00edcios hist\u00f3ricos e arquitet\u00f3nicos importantes, nomeadamente, o Pal\u00e1cio do Duque de Laf\u00f5es, Pal\u00e1cio dos Marqueses de Olh\u00e3o, Convento do Beato Ant\u00f3nio, Convento de S\u00e3o Francisco de Xabregas, Convento e Igreja dos Grilos, Manuten\u00e7\u00e3o militar, Instala\u00e7\u00f5es da empresa Abel Pereira da Fonseca, Convento de Santa Maria de Jesus (antigo Pa\u00e7o Real de Enxobregas, actualmente IEFP\/Teatro Ib\u00e9rico). Ainda nas proximidades, ser\u00e1 de referir, a Igreja e convento da Madre Deus, e um pouco mais longe, o convento de Santos o Novo, entre outros.<br \/>\nA freguesia do Beato, inserida na zona oriental de Lisboa (anteriormente denominada S\u00e3o Bartolomeu do Beato), criada em 1756 por desanexa\u00e7\u00e3o de Santa Maria dos Olivais, obteve esta designa\u00e7\u00e3o em resultado de ter decorrido no local. parte importante da vida de Frei Ant\u00f3nio da Concei\u00e7\u00e3o (frade professo no Convento de Santo Ant\u00f3nio de Xabregas).<br \/>\nAs suas origens n\u00e3o est\u00e3o claramente documentadas conhecendo-se, no entanto que em 1569 foi estabelecida a Par\u00f3quia (antiga designa\u00e7\u00e3o para freguesia antes de 1910) de Santa Engr\u00e1cia, como resultado da separa\u00e7\u00e3o da de Santo Estev\u00e3o. Por sua vez, Santa Engr\u00e1cia, na segunda metade do seculo XVIII, ir\u00e1 integrar a nova par\u00f3quia de S\u00e3o Bartolomeu. J\u00e1 mais pr\u00f3ximo dos nossos dias, a sua estrutura espacial, resultou do processo de expans\u00e3o para oriente da cidade de Lisboa desde o seculo XVIII, onde se fixaram diversas quintas e pal\u00e1cios senhoriais, bem como diversos conventos pontuando aquele territ\u00f3rio decorrente de v\u00e1rios factores nomeadamente, da insalubridade que se verificava na cidade. A industrializa\u00e7\u00e3o e a expans\u00e3o burguesa proporcionada pelo Liberalismo, foram elementos decisivos para o desenvolvimento da cidade. A extin\u00e7\u00e3o das Ordens Religiosas em 1834 e a consequente venda em hasta p\u00fablica dos edif\u00edcios e terrenos (decretada pelo Governo Liberal) influenciou o estabelecimento industrial na zona Oriental de Lisboa. O territ\u00f3rio da freguesia proporcionando boas condi\u00e7\u00f5es de escoamento de produtos potencializou a implanta\u00e7\u00e3o da actividade comercial e industrial.<br \/>\nAs primeiras unidades industriais importantes estabeleceram-se em estabelecimentos religiosos ou em pal\u00e1cios e, ao lado das f\u00e1bricas instaladas, come\u00e7aram a ser edificadas habita\u00e7\u00f5es para as fam\u00edlias oper\u00e1rias, dando origem \u00e1s vilas operarias. Em 1867 e 1877 foram edificadas as primeiras vilas oper\u00e1rias e em 1888, constru\u00edram-se outras duas de maiores dimens\u00f5es: a vila Flamiano para mestres e contra-mestres e a vila Dias exclusivamente para oper\u00e1rios.<br \/>\nContudo, apesar da r\u00e1pida muta\u00e7\u00e3o, o local continuou a ser apraz\u00edvel consubstanciando as prefer\u00eancias de muitas fam\u00edlias Lisboetas, que ao Domingo, o frequentavam.<br \/>\nO processo de industrializa\u00e7\u00e3o atraiu pessoas em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, buscando emprego nas empresas instaladas \u00e0 beira-rio, tendo como consequ\u00eancia uma enorme transforma\u00e7\u00e3o nos h\u00e1bitos e costumes da popula\u00e7\u00e3o ribeirinha oriental. Entre as primeiras unidades industriais contam-se a Companhia de Fia\u00e7\u00e3o de Tecidos Lisbonense (que ocupar\u00e1 o Convento de S\u00e3o Francisco de Xabregas, a F\u00e1brica de Fia\u00e7\u00e3o de Xabregas e a F\u00e1brica de Fia\u00e7\u00e3o de Tecidos Oriental. Nos finais do seculo XIX trabalhavam nas fabricas de Xabregas entre 800 a 1000 oper\u00e1rios, tendo surgido na \u00e9poca um forte movimento associativo, o qual suscitando o receio das autoridades perante eventuais movimentos reivindicativos, determinou a instala\u00e7\u00e3o da esquadra da pol\u00edcia. na Vila Dias. Em 1896, a urg\u00eancia em garantir alguns apoios e satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades b\u00e1sicas a fam\u00edlias oper\u00e1rias em dificuldades, determinou a instala\u00e7\u00e3o das primeiras Cozinhas Econ\u00f3micas-<br \/>\nNa rua de Xabregas e na rua do Grilo, tamb\u00e9m gradualmente se foram instalando, diversos outros estabelecimentos, como oficinas, armaz\u00e9ns de ret\u00e9m e droguistas e at\u00e9 aos princ\u00edpios do s\u00e9culo vinte muitas outras industrias. foram aparecendo.<br \/>\nA implementa\u00e7\u00e3o do caminho de ferro contribuir\u00e1 igualmente para altera\u00e7\u00e3o significativa da paisagem com a constru\u00e7\u00e3o de barreiras e diversas infraestruturas, como a ponte de ferro de Xabregas (1854) de autoria do eng. Valentine. O pr\u00f3prio tra\u00e7ado da via f\u00e9rrea contrariar\u00e1 a l\u00f3gica da estrutura espacial das quintas e propriedades agr\u00edcolas.<br \/>\n<strong>Pal\u00e1cio P\u00e1tria \/GLUP,<\/strong> (antigo<strong> Cinema P\u00e1tria<\/strong>)<br \/>\nO Pal\u00e1cio P\u00e1tria, templo principal da GLUP, ocupa o antigo espa\u00e7o t\u00e9rreo de servi\u00e7o do pal\u00e1cio ducal (sob os seus jardins) e que foi posteriormente utilizado, para estabelecimento do \u00fanico cinema existente na freguesia \u2013 o Cinema P\u00e1tria.\u00a0 Este estabelecimento, que no acto da funda\u00e7\u00e3o, se anunciava algo pomposamente como \u201co mais distinto e com servi\u00e7o selecionado\u201d, foi fundado, em 1917, por um antigo funcion\u00e1rio da Companhia Cinematogr\u00e1fica de Portugal, Jos\u00e9 Perdig\u00e3o.<br \/>\nEm 1928, Jos\u00e9 Manuel Ginga adquiriu o cinema, vendendo-o logo ap\u00f3s, em 1931, \u00e1 firma Mendon\u00e7a e Sousa, a qual, no decorrer da d\u00e9cada de trinta introduziu amplos melhoramentos, nomeadamente na sala de exibi\u00e7\u00e3o, agora com capacidade de 447 espectadores. Um dos s\u00f3cios daquela firma, Baldomero Charneca, que em 1950, assumiu a ger\u00eancia, manteve o cinema em actividade durante longos anos, at\u00e9 que, em 1968, uma certa decad\u00eancia e afastamento do p\u00fablico, determinou o seu encerramento durante algum tempo. Ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o de obras de recupera\u00e7\u00e3o o cinema reabriu no in\u00edcio de setenta, (muito embora de forma intermitente) sendo que, nessa \u00e9poca o cinema comportava 250 lugares, com a particularidade da sua distribui\u00e7\u00e3o se processar por plateia e balc\u00e3o. A partir da d\u00e9cada de oitenta o cinema encerrou definitivamente, ap\u00f3s o que, o espa\u00e7o foi ocupado para fins da actividade religiosa.<br \/>\n<strong>Pal\u00e1cio dos Duques de Laf\u00f5es<\/strong><br \/>\nNa primeira metade do seculo XVII a Quinta do Grilo pertencia a D. Ant\u00f3nio de Mascarenhas (1610-1654) e em 1630 foi inclu\u00edda no dote de casamento de D\u00aa Mariana de Castro com Henrique Sousa Tavares (1626-1706) 3\u00ba conde de Miranda e 1\u00ba marqu\u00eas de Arronches. No ano de1715 a quinta do Grilo estava na posse de Lu\u00edsa Casimira de Sousa Nassau e Ligne (1694-1729), 1\u00aa duquesa de Laf\u00f5es, e de Sousa, marquesa de Arronches, casada com o Infante D. Miguel de Bragan\u00e7a (1669-1724) filho natural do Rei D. Pedro II e meio irm\u00e3o de D. Jo\u00e3o V, e que morreria afogado no Tejo.<br \/>\nEm 1756 come\u00e7am as obras sobre os restos de um anterior pal\u00e1cio de veraneio<br \/>\n-O Pal\u00e1cio dos Duques de Laf\u00f5es, cuja data de funda\u00e7\u00e3o atribui-se a finais do seculo XVIII (1777), foi edificado por D: Jo\u00e3o Carlos de Bragan\u00e7a de Sousa Ligne Tavares de Mascarenhas da Silva, 2\u00ba duque, o qual iniciou as obras em 1760, nos terrenos de uma bela quinta que a\u00ed possu\u00eda.\u00a0 Este fidalgo, segundo filho do Infante D. Miguel, foi figura not\u00e1vel de estadista, referenciado em diversas cortes europeias, marechal do exercito, fundador da Academia de Ci\u00eancias de Lisboa (justamente num dos sal\u00f5es deste pal\u00e1cio, hamado de Sala da Academia). Apesar de ainda hoje ser considerado um im\u00f3vel de caracter\u00edsticas residenciais de propriedade privada \u2013 entre os residentes conta-se o actual titular da casa de Laf\u00f5es -, o edif\u00edcio encontra-se classificado, como im\u00f3vel de interesse p\u00fablico, por portaria de 2012.<br \/>\nApresenta planta em L, com volumes articulados e coberturas diferenciadas, inclu\u00eddo um corpo com 3 andares, foi alvo de interven\u00e7\u00f5es diversas ao longo das \u00e9pocas, sendo as principais, atribu\u00eddas aos arquitectos, Filipe Folque, Giovanni Barbieri (1717-1760), Eug\u00e9nio dos Santos (1711-1760) e Cirillo Volkmar Machado (1748-1823),na pintura, nomeadamente na Sala da Academia. O Pal\u00e1cio, apresenta janelas de sacada e janelas de peito de emolduramento simples. Os corpos do edif\u00edcio comunicam com portas e passagens encimadas por arcaria e os seus interiores e jardins apresentam interessante decora\u00e7\u00e3o com diversos motivos art\u00edsticos, de diferentes \u00e9pocas (neocl\u00e1ssico, rococ\u00f3) e modalidades, como sejam, a azulejaria do sec XVII, pain\u00e9is do seculo XIX, estatu\u00e1ria, pintura, etc., com motivos aleg\u00f3ricos, mitol\u00f3gicos e representa\u00e7\u00f5es her\u00e1ldicas das casas de Laf\u00f5es, Cadaval e Marialva.<br \/>\nCircundando o pal\u00e1cio, existiram quatro jardins, um dos quais, desenvolvendo-se no espa\u00e7o actualmente ocupado pela rua do Beato, pr\u00f3ximo da manuten\u00e7\u00e3o militar, desapareceu totalmente. Outro dos jardins, do conjunto de mais 3 que se desenvolviam em patamar, no interior da quinta, foi amputado pelo estabelecimento do caminho de ferro, o qual, de resto, cortou a quinta em duas partes. Estes jardins feitos de bucho, inclu\u00edam tanques com esculturas em pedra. O seu interior apresenta alguns sal\u00f5es artisticamente decorados, bem como a capela, sendo de destacar, a Sala dos \u00d2culos (pavimentos em madeira e estuques policromos), Sala do Duque (tectos de pinturas ornamentais de fest\u00f5es, grinaldas e putti), Sala da Academia (estuques pintados policromados com motivos aleg\u00f3ricos do seculo XVIII), Sala Chinesa (pinturas neocl\u00e1ssicas) Sala de V\u00e9nus e Picadeiro (azulejos policromados rococ\u00f3 e neocl\u00e1ssicos) e Capela ( talha dourada, representa\u00e7\u00e3o da coroa ducal, ret\u00e1bulo em talha policromada e marmoreada, do seculo XVIII).<br \/>\nA propriedade passando para a posse de sucessivas, foi herdada em 1878, por D. Caetano Segismundo de Bragan\u00e7a, o qual vendeu, para amplia\u00e7\u00e3o da Manuten\u00e7\u00e3o Militar, uma grande parte dos terrenos, a poente, fronteiros ao pal\u00e1cio, bem como aqueles, situados a norte, para fins urban\u00edsticos. Estas transac\u00e7\u00f5es marcaram o desaparecimento da quinta, bem como a dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o dos magn\u00edficos jardins. Mas n\u00e3o foi apenas o patrim\u00f3nio edificado e paisag\u00edstico que foi afectado com o rodar das vicissitudes do tempo, porquanto existem not\u00edcias sobre a desafeta\u00e7\u00e3o de importante acervo art\u00edstico que se foi alienando. No Di\u00e1rio de Lisboa de 23 de Fevereiro de 1866, vem anunciado o leil\u00e3o de cerca de 225 quadros a \u00f3leo das escolas italiana, espanhola e flamenga, alguns dos quais assinados por Van Dick, Rubens,Tintoretto, Mignard, Carraci, entre outros<br \/>\nNo In\u00edcio do s\u00e9culo XIX, antes da constru\u00e7\u00e3o da rua do Grilo e dada a proximidade do rio, existia um cais que se denominava dos \u201cduques\u201d e de que n\u00e3o restam quaisquer vest\u00edgios. Era normal, nessa \u00e9poca, os detentores de pal\u00e1cios e quintas pr\u00f3ximos do Tejo deslocarem-se \u00e0 cidade de Lisboa, por via fluvial.<br \/>\nEm 1946, o edif\u00edcio era habitado pelo s\u00e9timo duque D. Lopo Caetano casado com Maria Jos\u00e9 da Gra\u00e7a Pa\u00e7o Viana Barreto, mantendo-se como resid\u00eancia, ainda nos dias de hoje.<br \/>\nT.&#8217;.A.&#8217;.F.&#8217;.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Mar\u00e7o de 6017, a Oriente de Lisboa, G.&#8217;.P.&#8217;. da G.&#8217;.L.&#8217;.U.&#8217;.P.&#8217;.Fernando Casqueira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>-Em conson\u00e2ncia com as significativas potencialidades hist\u00f3ricas- patrimoniais da zona ribeirinha oriental de Lisboa, o Pal\u00e1cio P\u00e1tria (GLUP), tem o privil\u00e9gio de integrar um nobre e importante edif\u00edcio da freguesia. -Com efeito, o local de implanta\u00e7\u00e3o, na freguesia do Beato, do edificado que designamos por Pal\u00e1cio P\u00e1tria, integrou inicialmente uma zona t\u00e9rrea, de servi\u00e7o, do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1943,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ub_ctt_via":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[3,4],"tags":[],"class_list":["post-1940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-boletim","category-boletim1","entry","has-media"],"featured_image_src":null,"author_info":{"display_name":"G\u2e2bL\u2e2bU\u2e2bP\u2e2b","author_link":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/?author=1"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1940"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1940\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}