{"id":1682,"date":"2016-08-26T02:44:35","date_gmt":"2016-08-26T02:44:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.glup.ibername.com\/?page_id=1682"},"modified":"2022-12-21T11:41:37","modified_gmt":"2022-12-21T11:41:37","slug":"os-ritos-na-maconaria","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/?page_id=1682","title":{"rendered":"Os Ritos na Ma\u00e7onaria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"427\" src=\"https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/iniciacao-1024x427.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3651\" srcset=\"https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/iniciacao-1024x427.jpg 1024w, https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/iniciacao-300x125.jpg 300w, https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/iniciacao-768x320.jpg 768w, https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/iniciacao-1536x640.jpg 1536w, https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/iniciacao.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>RITO vem da palavra latina ritus, que designa a ideia de formalismo, de algo convencional que significa \u201cuma pr\u00e1tica\u201d um \u201ccostume aprovado\u201d e uma \u201cobserva\u00e7\u00e3o exterior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ma\u00e7onaria sendo uma Ordem Inici\u00e1tica, apoia-se em Ritos cujas ra\u00edzes adv\u00e9m das pr\u00e1ticas ancestrais e tradi\u00e7\u00f5es antigas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito \u00e9 uma cerim\u00f3nia que se traduz num conjunto de preceitos e obriga\u00e7\u00f5es gerais, que produz efeitos sobre aqueles que est\u00e3o sob seu alcance, devendo o Rito ser praticado de acordo com um Ritual expressamente pensado para o efeito e que consiste na sua instru\u00e7\u00e3o normativa, ou seja, num manual de procedimentos que circunscreve e regulamenta a forma como o Rito deve ser praticado e observado.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito consiste, no conjunto de regras e cerim\u00f3nias que se constituem num todo, coerente, harmonioso e organizado por diferentes graus. Aprendiz, Companheiro e Mestre e que constituem a denominada Ma\u00e7onaria \u201cazul\u201d ou Ma\u00e7onaria simb\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conjunto de Ritos Ma\u00e7\u00f3nicos existentes na atualidade foram codificados e evolu\u00edram ao longo dos tempos, acompanhando a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o das sociedades e dos cidad\u00e3os que as comp\u00f5em.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conseguir uma perce\u00e7\u00e3o dos ritos praticados na ma\u00e7onaria \u00e9 necess\u00e1rio estudar a \u00e9poca em que a ma\u00e7onaria era ainda \u201coperativa\u201d, ou seja, quando ma\u00e7ons eram efetivamente os mestres construtores das catedrais e dos grandes templos, onde tinham por fun\u00e7\u00e3o erigir as mais diversas obras, com predomin\u00e2ncia para as igrejas e lugares de adora\u00e7\u00e3o. Nessa \u00e9poca a ordem n\u00e3o conhecia distin\u00e7\u00f5es, todos os ma\u00e7ons eram construtores, arquitetos dedicados a edificar os mais belos e majestosos edif\u00edcios, em que todos seguiam os mesmos costumes e possu\u00edam as mesmas leis e formas de reconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato de transi\u00e7\u00e3o que tornou a ma\u00e7onaria operativa na ma\u00e7onaria filos\u00f3fica \u2013 ou especulativa como se diz na atualidade &#8211; n\u00e3o foi algo simples ou r\u00e1pido. Durante este per\u00edodo de reforma da institui\u00e7\u00e3o Ma\u00e7\u00f3nica, diversas ordens surgiram e, por diversas formas, contribu\u00edram para que a atual ma\u00e7onaria, progressivamente se amoldasse \u00e0 pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A institucionaliza\u00e7\u00e3o da ma\u00e7onaria moderna realizou-se com a funda\u00e7\u00e3o da Grande Loja de Inglaterra, em Londres, em 24 de junho de 1717, j\u00e1 completamente desvinculada da tradi\u00e7\u00e3o operativa, como primeira Obedi\u00eancia institucional congregando diferentes lojas numa l\u00f3gica de federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 1728, surge a primeira loja ma\u00e7\u00f3nica especulativa em Portugal, fundada em Lisboa. A partir deste ponto a ma\u00e7onaria especulativa ou filos\u00f3fica tornava-se uma grande sociedade sem fronteiras e difundida em muitos pa\u00edses, adaptando-se e adotando por esse facto as cren\u00e7as e costumes diferentes e locais, dando origem a transforma\u00e7\u00f5es e diversifica\u00e7\u00f5es, que culminaram com o surgimento de diversos ritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Ma\u00e7onaria nenhum Rito tem supremacia sobre qualquer outro, e qualquer Rito \u00e9 sempre perten\u00e7a de todos os Ma\u00e7ons do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>As Lojas da Grande Loja Unida de Portugal, praticam os seguintes Ritos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceite<\/li><li>Rito de Emula\u00e7\u00e3o<\/li><li>Rito Franc\u00eas<\/li><li>Rito de York<\/li><li>Rito Portugu\u00eas<\/li><\/ul>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Os Rituais em Ma\u00e7onaria<\/h6>\n\n\n\n<p>O Ritual ma\u00e7\u00f3nico \u00e9 o conjunto sistem\u00e1tico de cerim\u00f3nias e ensinamentos praticados no seio das Lojas. Estes Rituais variam de acordo com o per\u00edodo hist\u00f3rico, conota\u00e7\u00e3o, objetivo e tem\u00e1tica dada pelo seu criador; muitos ritos existiram por breves per\u00edodos de tempo e foram extintos, outros mant\u00e9m as suas tradi\u00e7\u00f5es com adapta\u00e7\u00f5es \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das sociedades e outros ainda v\u00e3o surgindo respeitando as antigas tradi\u00e7\u00f5es, mas dando respostas \u00e0s novas realidades do mundo em que vivemos, este \u00e9 o caso d\u2019O Rito Portugu\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos assim enunciar que os Rituais definem assim as pr\u00e1ticas de cada Rito, para a abertura, encerramentos dos trabalhos em Loja e para os seus trabalhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Rituais ma\u00e7\u00f3nicos n\u00e3o possuem qualquer hierarquia, nem s\u00e3o concorrenciais entre si. Cada um deles corresponde a uma sensibilidade e a uma aproxima\u00e7\u00e3o particular \u00e0 hist\u00f3ria da espiritualidade. Contudo, existe algo que todos possuem em comum, i. e, os princ\u00edpios fundamentais pelos quais se rege a ma\u00e7onaria, tais como a Toler\u00e2ncia, o amor \u00e0 Humanidade e a busca da verdade.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceite<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p> As origens do Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceite entroncam diretamente na Grande Loja Real de Kilwinning, a Ordem de Santo Andr\u00e9 do Cardo, a dos Mestres Escoceses de Santo Andr\u00e9 e o Rito de Perfei\u00e7\u00e3o ou de Heredom. Existe alguma controv\u00e9rsia sobre a influ\u00eancia templ\u00e1ria no R.\u00b7.E.\u00b7.A.\u00b7.A.\u00b7., mas os estudos recentes, feitos por Nicola Aslan e Jos\u00e9 Castellani, nos seus diversos livros, d\u00e3o-nos conta de que o templarismo n\u00e3o influenciou o R.\u00b7.E.\u00b7.A.\u00b7.A.\u00b7. propriamente dito, mas sim o Rito de Perfei\u00e7\u00e3o ou de Heredom, com Andrew Ramsay, cavaleiro escoc\u00eas que protagonizou a cria\u00e7\u00e3o deste rito em solo franc\u00eas, ocasi\u00e3o em que proferiu dois discursos de grande repercuss\u00e3o a respeito do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito de Perfei\u00e7\u00e3o ou de Heredom foi por esse motivo o ponto de partida para o R.\u00b7.E.\u00b7.A.\u00b7.A.\u00b7. que, no entanto, passou por vastas modifica\u00e7\u00f5es at\u00e9 se ter tornado no que \u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito, tal como hoje o conhecemos e praticamos, estrutura-se a 31 de maio de 1801, ao constituir-se em Charleston, na Carolina do Sul, o Primeiro Supremo Conselho dos Soberanos Grandes Inspetores Gerais do XXXIII e \u00daltimo Grau do Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceite.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceite ou R.\u00b7.E.\u00b7.A.\u00b7.A.\u00b7. \u00e9 assim, um Rito dentro da Ma\u00e7onaria, que deriva do Rito de Heredom e da \u00e9poca da fuga dos Cavaleiros Templ\u00e1rios para a Esc\u00f3cia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ligados ao Antigo Testamento e \u00e0 lenda de Hiram (lenda base da Ma\u00e7onaria simb\u00f3lica) julga-se que alguns dos ritos descritos eram praticados por outras ordens secretas existentes em Fran\u00e7a como os Martinistas, na Alemanha como os Illuminatti e os Rosa-Cruz e na Esc\u00f3cia como os Templ\u00e1rios (estes refugiados nesse pa\u00eds depois da sua persegui\u00e7\u00e3o nos Gr\u00e9mios ou Lojas da classe profissional dos Pedreiros Livres a\u00ed existentes).<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Rito de Emula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O Ritual de Emula\u00e7\u00e3o constitui-se como um C\u00e2none de um conjunto de Rituais dos v\u00e1rios Graus, estabelecendo a simb\u00f3lica e a iconografia, os valores, os conceitos e a identidade pr\u00f3pria destes, assim colocando o Rito em movimento. <\/p>\n\n\n\n<p>Em Inglaterra, a Emula\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de trabalho Ritual, \u201co Working\u201d, encontrando-se esmagadoramente difundida e \u00e9 aqui praticada em paralelo com muitos outros sistemas de trabalho ou \u201cWorkings\u201d (Bristol, Logic, Oxford, Perfect, Revised, Stanford, Stability, Sussex, Taylors, Craft Guide, Universal, Complete Workings, Shakespeare, Pelliper, West End, etc.) que diferem muito pouco entre si, mas que, no seu conjunto s\u00e3o formas de trabalho do chamado Rito Ingl\u00eas. <\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, ap\u00f3s o ato de uni\u00e3o em 1813, estabeleceu-se o que se come\u00e7ou a designar por Rito da Reconcilia\u00e7\u00e3o e que pretendia corresponder, numa vis\u00e3o mais Europeia Continental, a um \u00fanico Ritual, mas com ligeiras diferen\u00e7as permitidas e desenvolvidas antes do estabelecimento do C\u00e2none. Salienta-se ainda, que a Ma\u00e7onaria Inglesa se refere a si, no seu todo, como \u201cThe Craft\u201d, n\u00e3o designando, portanto, um Rito.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Rito de York<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica dos Rituais York, tem duas correntes principais a saber: uma na Ilha (Gr\u00e3-Bretanha) e outra na Am\u00e9rica do Norte, de modo algum antag\u00f3nicas, mas espelhando as realidades onde foram abrindo caminho envoltas nos conflitos religiosos e pol\u00edticos dessas \u00e9pocas. O percurso dos monarcas reinantes na Ilha ap\u00f3s 1535 (per\u00edodo Tudor) \u00e9 agravado com os dois per\u00edodos Stuarts, pela governa\u00e7\u00e3o Commonwealth e pela Hannover e as inerentes convuls\u00f5es de car\u00e1cter religioso (Cat\u00f3licos, Anglicanos, Protestantes\u2026) e ainda com os problemas decorrentes do Tratado da Uni\u00e3o de 1707 e do Ato da Uni\u00e3o de 1800 \u2014 Jorge III.<\/p>\n\n\n\n<p>No continente Americano, para al\u00e9m das col\u00f3nias de Fran\u00e7a, Espanha, Holanda, etc., temos o estabelecimento das 13 Col\u00f3nias de l\u00edngua Inglesa, a primeira delas a de Jamestown na Virg\u00ednia, a segunda de Massachusetts e a terceira de Nova Inglaterra maiorit\u00e1rias de Peregrinos, Puritanos e Protestantes\/Calvinistas e de alguns fugitivos. Estes colonos s\u00e3o defensores de rigor e de livre pensamento pugnando pelo direito \u00e0 instru\u00e7\u00e3o e \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o da B\u00edblia.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 1744 possu\u00eda apenas os tr\u00eas graus simb\u00f3licos, quando foram introduzidos v\u00e1rios graus filos\u00f3ficos.<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra da Independ\u00eancia decorre de 1775 a 1783, sendo o primeiro grande ato de revolta em Boston, o lan\u00e7amento ao mar do ch\u00e1 que estava a aguardar desembarque, em 16 de Dezembro de 1773. A declara\u00e7\u00e3o de Independ\u00eancia escrita por Thomas Jefferson \u00e9 assinada em 4 de Julho de 1776 mas s\u00f3 fica ratificada pelo Tratado de Paris em 1783.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes dois caminhos geram pequenas diferencia\u00e7\u00f5es na pr\u00e1tica dos Rituais, mas acima de tudo, \u00e9 mantida a grande componente inicial: A Ritual\u00edstica e a sua voca\u00e7\u00e3o Crist\u00e3. Os ensinamentos e par\u00e1bolas s\u00e3o maioritariamente inspirados no Antigo Testamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Inglaterra, os registos mais antigos encontram-se referenciados nas atas de 1751 da Grande Loja dos Antigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Anteriormente a hist\u00f3ria confunde-se com a lenda. Athelstane, rei de Inglaterra da Casa de Wessex, que reinou de 2 de Agosto de 934 a 27 de Outubro de 939 e foi sepultado na Abadia de Malmesbury em Wiltshire, teve um filho Edwin, que por sua ordem ter\u00e1 realizado uma Assembleia de Ma\u00e7ons onde foi redigido o Primeiro Regulamento Geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1389 \u00e9 redigido o Manuscrito R\u00e9gio que consigna o tema anterior e d\u00e1 o facto passado na Nortumbria cuja capital \u00e9 a cidade de York.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>Rito Portugu\u00eas<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/logo-rito-portugues.png\" alt=\"Rito Portugu\u00eas\" class=\"wp-image-3394\" width=\"94\" height=\"90\" srcset=\"https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/logo-rito-portugues.png 377w, https:\/\/www.glup.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/logo-rito-portugues-300x286.png 300w\" sizes=\"(max-width: 94px) 100vw, 94px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>O mote do Rito Portugu\u00eas \u00e9: \u201cA minha p\u00e1tria \u00e9 a l\u00edngua portuguesa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito Portugu\u00eas integra e refor\u00e7a a aplica\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia da Grande Loja Unidade Portugal, tanto no que se refere \u00e0 imagem interna da nossa Obedi\u00eancia como \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o no exterior, atrav\u00e9s das Lojas promovidas por ma\u00e7ons portugueses emigrados e luso-descendentes e junto dos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa, prestando um servi\u00e7o \u00e0 Ma\u00e7onaria portuguesa e a Portugal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito Portugu\u00eas tem como Miss\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Constituir e apoiar a instala\u00e7\u00e3o de Lojas, em Portugal e no estrangeiro, do Rito Portugu\u00eas, em estrita observ\u00e2ncia dos Landmarks, das Constitui\u00e7\u00f5es e dos demais usos e costumes da Ma\u00e7onaria regular;<br>Aprofundar o conhecimento, formar e fomentar a divulga\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e da cultura portuguesas e dos pa\u00edses irm\u00e3os;<br>Contribuir e apoiar a estrat\u00e9gia de Portugal e das suas parcerias estrat\u00e9gicas de que se real\u00e7a a Comunidade de Pa\u00edses de Express\u00e3o e L\u00edngua oficial portuguesas, nas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o consideradas ma\u00e7onicamente regulares, em que podemos e devemos intervir.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ma\u00e7ons portugueses, os ma\u00e7ons que falam portugu\u00eas, quer estejam nos pa\u00edses que t\u00eam l\u00edngua oficial portuguesa quer estejam noutras regi\u00f5es, todos, s\u00e3o os destinat\u00e1rios do Rito Portugu\u00eas. Desejamos que o Rito Portugu\u00eas seja tradicional, integrador dos princ\u00edpios e refer\u00eancias ma\u00e7\u00f3nicos e do nosso passado hist\u00f3rico; mas tamb\u00e9m um Rito inovador, atual, apreendendo as perspetivas para Portugal e dos pa\u00edses com l\u00edngua portuguesa, facilitando o seu desenvolvimento, disponibilizando vias para a sua evolu\u00e7\u00e3o, numa vis\u00e3o aberta, que sirva e ajude os ma\u00e7ons que falam portugu\u00eas, a encontrar raz\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es comuns, estejam onde estiverem. Um Rito que integre as alavancas da sua constante atualidade e diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Quase nada do que houve de portador de futuro, de esperan\u00e7a, de sonho, foi realizado em Portugal sem o contributo de Homens que partilharam estes valores\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante a Grande Loja incorporar diversos Ritos que se praticam por todas as Ma\u00e7onarias espalhadas pelo globo, existe um rito, o Rito Portugu\u00eas que \u00e9 o seu fator diferenciador e onde todos os Ma\u00e7ons se devem reconhecer, que exalta as virtudes dos portugueses e faz real\u00e7ar o orgulho de sermos uma na\u00e7\u00e3o com hist\u00f3ria e que contribuiu no passado como o far\u00e1 no futuro para a exist\u00eancia de um mundo melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito Portugu\u00eas cont\u00e9m em si todos os fundamentos antropol\u00f3gicos, hist\u00f3ricos, m\u00edticos e ritual\u00edsticos, do complexo imagin\u00e1rio ecum\u00e9nico Portugu\u00eas. Um Rito Universalista. Um Rito que re\u00fane tudo o que de unit\u00e1rio h\u00e1 no ser humano, transcendente a qualquer relativismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rito Portugu\u00eas tem abrangente potencial heur\u00edstico e hermen\u00eautico, articulando o longo processo cultural (mitol\u00f3gico e arquet\u00edpico) do nosso imagin\u00e1rio profundo, com uma enorme riqueza est\u00e9tica, c\u00e9nica e teatral.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cPor Portugal, porque aqui nascemos, onde nasceram os nossos antepassados, aqui<br> est\u00e3o as nossas ra\u00edzes, aqui estar\u00e3o sempre as nossas almas.\u201d<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RITO vem da palavra latina ritus, que designa a ideia de formalismo, de algo convencional que significa \u201cuma pr\u00e1tica\u201d um \u201ccostume aprovado\u201d e uma \u201cobserva\u00e7\u00e3o exterior\u201d. A Ma\u00e7onaria sendo uma Ordem Inici\u00e1tica, apoia-se em Ritos cujas ra\u00edzes adv\u00e9m das pr\u00e1ticas ancestrais e tradi\u00e7\u00f5es antigas. O Rito \u00e9 uma cerim\u00f3nia que se traduz num conjunto de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"ub_ctt_via":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"0","ocean_second_sidebar":"0","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"0","ocean_custom_header_template":"0","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"0","ocean_menu_typo_font_family":"0","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"0","footnotes":""},"class_list":["post-1682","page","type-page","status-publish","hentry","entry"],"featured_image_src":null,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1682","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1682"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1682\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3829,"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1682\/revisions\/3829"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.glup.pt\/web\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1682"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}